Parques aquáticos ligados a hotéis podem funcionar em novo decreto, define Governo do Estado

Empreendimentos podem funcionar exclusivamente para hóspedes, e com 10% da capacidade

Pessoa nadando em piscina de hotel
Legenda: Apenas hotéis podem abrir parques aquáticos, mas somente para hóspedes, e com capacidade limitada
Foto: Shutterstock

Apesar de estarem essencialmente proibidos, alguns parques aquáticos podem voltar a funcionar no Ceará a partir desta segunda-feira (17). Conforme decreto publicado nesse sábado (15) pelo Governo do Estado, a exceção fica para os empreendimentos que funcionem atrelados a hotéis nas regiões de Saúde de Fortaleza e Sobral, e com atenção aos protocolos sanitários.

O funcionamento de parques aquáticos associados a hotéis poderá funcionar para uso exclusivo de hóspedes, com capacidade limitada a 10% do atendimento. O uso por parte de assinantes de planos de acesso não hospedados segue vedado.

Além disso, a abertura de parques aquáticos que funcionem atrelados a barracas de praia também segue proibida, bem como o uso de piscinas em tais empreendimentos.

Conforme Flávio Ataliba, secretário-executivo de Planejamento e Orçamento da gestão estadual, a medida é "importante" e fortalece o setor hoteleiro, mas necessita da atenção à não aglomeração nesses locais.

Avanço da economia

O secretário-executivo atenta para a recuperação econômica no Estado, embora ainda não possa precisá-la. "Como algumas regiões do interior estão com restrições maiores, fica difícil caracterizar um número exato que nós tenhamos, mas acreditamos que por volta de 90% da atividade [econômica] já esteja em funcionamento", pontua, indicando que a intenção é de "buscar esses 10%" que faltam.

O novo decreto governamental ensejou o avanço das atividades econômicas nas regiões de Saúde de Fortaleza e Sobral, as quais somam 99 municípios. "Essas duas áreas foram escolhidas para avançar porque apresentam indicadores sanitários que dão um conforto maior para esse avanço", avalia, indicando que a "melhora geral" nessas regiões precisa ser vista com "muita cautela e muito cuidado".

Já em relação a outras regiões, Flávio Ataliba destaca que a avaliação sobre as atividades cabe às gestões municipais. "Imaginar que o retrocesso possa acontecer é muito ruim para o desenvolvimento da atividade econômica", assevera.

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