Ocupação hoteleira chega a 90% no Réveillon e volta ao patamar pré-pandemia no Ceará

De acordo com o presidente da ABIH-CE, Régis Medeiros, 2022 será um ano de recuperação tarifária para o setor

Escrito por Samuel Quintela/Lívia Carvalho,

Negócios
Legenda: Mesmo sem festas de ano-novo liberadas, ocupação de hotéis deve chegar a 90%
Foto: Thiago Gadelha/SVM

Após passar por momentos críticos durante a pandemia, o setor de hotelaria, entre os meses de outubro e novembro, voltou ao patamar de 2019 no Ceará, de acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH-CE), Régis Medeiros. Para ele, 2021 foi um ano de recuperação.  

“Depois do segundo lockdown, começamos uma recuperação como aconteceu ano passado, mas num processo mais rápido e consistente por conta da vacinação. Já conseguimos igualar números de outubro e novembro aos números pré-pandemia”, afirmou. 

 

Apesar disso, Medeiros pontua que o setor ainda sofre com a defasagem tarifária, uma vez que não houve aumento das diárias, mas enfrenta a elevação de praticamente todos os custos: água, energia, alimentação, etc.  

Tem afetado demais a saúde financeira dos empreendimentos, mas o primeiro passo foi dado: retomamos o movimento. Agora vamos fazer um trabalho de recuperação tarifária para diminuir esse gap”.  
Régis Medeiros
presidente da ABIH-CE

Ocupação de hotéis chega a 90% 

Segundo o presidente da ABIH, as expectativas do setor são positivas tanto para o final do ano quanto para 2022. Mesmo sem as tradicionais festas, a projeção é de que a ocupação hoteleira chegue na casa dos 90% durante o Réveillon, número ainda inferior ao período regular, mas próximo.  

"Em janeiro, devemos chegar entre 75 e 77%, que também ainda é um pouco inferior ao período pré-pandemia. No geral, são expectativas positivas, quanto menos casos e mais vacina, mais normalidade, é fundamental para isso", pondera.  

Medeiros também pontua que o que deve acontecer neste momento é o turismo doméstico, com o brasileiro viajando mais no País.  

“Outra questão importante é o peso que ficou desse tempo parado, muito empréstimo e essa conta chega. Na hora que chega e você não tem um resultado operacional muito positivo, aí que a situação fica difícil mesmo. Temos que trabalhar para enxugar custos e melhorar nossa receita, corrigindo nossa tarifa”, diz. 

Equilíbrio econômico  

“Nós vamos ter um ano de 2022 melhor que 2020 e 2021, porque eu acho que abaixo disso é muito difícil, somente com a pandemia ainda forte a gente teria uma paralisação como tivemos”, é o que projeta a presidente do Sindicato das Empresas Organizadoras de Eventos e Afins do Estado do Ceará (Sindieventos-CE), Circe Jane Teles. 

Com forte prejuízo após mais de um ano e meio com o setor paralisado, Teles aponta que as empresas devem começar a estabelecer um equilíbrio econômico com a reabertura das atividades.  

Os empresários adquiriram muitas dívidas ao longo desses quase dois anos, 2022 vai ser um ano de recuperação para as empresas que estiverem bem planejadas e com apoio, isso dará uma fortaleza maior para que voltem ao normal no final de 2022 e início de 2023”. 
Circe Jane Teles
presidente do Sindieventos-CE

A presidente do Sindieventos cita ainda a importância da união do setor e do diálogo estabelecido com os representantes do Governo durante a pandemia, além disso, destaca que essa parceria deve continuar.  

"Um ponto positivo dessa pandemia foi a união e a porta que conseguimos abrir para conversar com esses secretários que tiveram empatia com a gente, além dos bancos que nos forneceram linhas de crédito para o setor. Isso foi fundamental, até porque temos um papel significativo no desenvolvimento econômico do estado", acrescenta. 

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