Moradora de condomínio cria grupo no Whatsapp para ajudar empreendedores vizinhos na crise

Giliene Ribeiro criou grupo para divulgação de seus produtos e de outros vizinhos do condomínio onde reside em Messejana

Legenda: Fabricar lanches, doces e bolos artesanais tem gerado uma renda alternativa a moradoras de um condomínio em Messejana
Foto: Giliene Ribeiro

O cancelamento de festas, eventos, e dos serviços que atendem este setor, tem afetado o orçamento de parte da população fortalezense. Na busca de alternativas para manter a renda durante a pandemia da Covid-19 e auxiliar seus vizinhos, a empreendedora Giliene Ribeiro criou um grupo nas redes sociais para a divulgação de seus produtos e de outros moradores do condomínio em que ela reside, no bairro de Messejana. 

Giliene trabalha com doces e bolos artesanais, e mora no local desde 2016. Ela atua principalmente na venda desses produtos para festas de aniversários, comemorações em escola mas, devido à paralisação, o "trabalho alternativo no condomínio" foi uma solução vista para contornar a situação.

"Alguns vizinhos já conheciam meu trabalho, eram meus clientes. E vendo também que outros vizinhos estavam buscando essa alternativa, surgiu a ideia de criar o grupo para que a gente pudesse ter ele como um canal de divulgação dos trabalhos para as pessoas do condomínio", comenta.

Vendas

Outros vizinhos também estão encontrando na venda dentro do condomínio, um escape para o orçamento da família. Giliene relata que a iniciativa tem sido bem vista pelos outros moradores, que deixaram de comprar produtos de fora, para adquirir os que são produzidos pelos empreendedores do condomínio. 

Para este momento, ela também tem atuado com a venda de lanches, tapiocas, cuzcuz recheado e os próprios bolos. A depender do dia, a empreendedora recebe cerca de 20 a 40 pedidos, com maior fluxo de demanda nos fins de semana

Legenda: As pequenas encomendas passaram a circular mais entre os vizinhos das empreendedoras

Outra "boleira", a vizinha Camilla Freire já tinha costume de vender bolos de pote e docinhos entre os vizinhos antes da pandemia. No entanto, ela reconhece que a demanda era bem menor, e os horários dos pedidos eram diferentes.

"As pessoas costumavam pedir por volta das 18h30, 19h, nos horários que chegavam do trabalho, da escola, faculdade. Já agora os pedidos começam cedo, logo após o almoço", situa a Camilla.

Com a facilidade de se comunicar pela rede social, a vizinha passou a encomendar porções maiores, além de bolos mais caprichados. "Hoje mesmo fiz um bolo vulcão grande, pra uma vizinha comemorar os 70 anos do pai que mora com ela", conta.