Mais cara do Nordeste, cesta básica de Fortaleza sobe 2,91% em novembro e chega a R$ 580,36

Confira os itens que tiveram as maiores variações no mês passado na Capital

Escrito por Carolina Mesquita,

Negócios
Legenda: O tomate foi o grande vilão em novembro, registrando alta de 23,13%.
Foto: Renato Bezerra

O custo com alimentação continua subindo neste fim de ano. Em novembro, a cesta básica de Fortaleza ficou 2,91% mais cara, passando de R$ 563,96 em outubro para R$ 580,36 no mês passado.

A informação é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada nesta terça-feira (07) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Dos 12 produtos que formam a cesta, sete tiveram elevação no preço. A alta foi puxada pelo tomate (23,13%), o café (9,20%) e o óleo (4,16%).

No sentido oposto, cinco produtos ficaram mais baratos no mês, com destaque para a banana (-3,94%), o arroz (-1,27%) e o
feijão (-1,22%).

Confira o que subiu e o que caiu no mês:

  • Tomate 23,13%
  • Café 9,2%
  • Óleo 4,16%
  • Açúcar 1,83%
  • Farinha 1,6%
  • Leite 0,99%
  • Manteiga 0,96%
  • Pão -0,56%
  • Carne - 0,8%
  • Feijão -1,22%
  • Arroz - 1,27%
  • Banana -3,94%

Em relação há seis meses, a cesta em novembro estava 9,05% mais cara. Já no ano, o preço do conjunto de produtos mais básicos subiu 7,61% na Capital.

Custeio da cesta

O valor médio de uma cesta básica em novembro correspondeu a 57,04% do salário mínimo líquido vigente (R$ 1.017,50).

Um empregado que ganha essa remuneração por mês precisa trabalhar mais de 116 horas para conseguir arcar com o custo de uma cesta.

Levando em consideração os direitos previstos na Constituição e os atuais valores dos produtos, o salário mínimo ideal para uma família de quatro pessoas deveria ser R$ 5.969,17 - cerca de 5,42 vezes o mínimo vigente (R$ 1.100).

Maiores elevações

Considerando a variação mensal, Fortaleza alcançou a quinta maior variação entre capitais do País, atrás somente de Recife (8,13%), Salvador (3,76%), João Pessoa (3,62%) e Natal (3,25%).

Já as reduções mais importantes ocorreram em Brasília (-1,88%), Campo Grande (-1,26%) e no Rio de Janeiro (-1,22%).

Em valores, a cesta básica mais cara do Brasil era a de Florianópolis em novembro, custando R$ 710,53. Já a mais barata é encontrada em Aracaju (R$ 473,26).

Fortaleza possui a cesta mais cara do Nordeste e a 11º do País.

Confira o ranking de preços entre as capitais:

  1. Florianópolis R$ 710,53
  2. São Paulo R$ 692,27
  3. Porto Alegre R$ 685,32
  4. Vitória R$ 668,17
  5. Rio de Janeiro R$ 665,60
  6. Campo Grande R$ 645,17
  7. Curitiba R$ 638,96
  8. Brasília R$ 631,95
  9. Goiânia R$ 599,64
  10. Belo Horizonte R$ 594,97
  11. Fortaleza R$ 580,36
  12. Belém R$ 550,64
  13. Recife R$ 524,73
  14. Natal R$ 521,08
  15. João Pessoa R$ 508,91
  16. Salvador R$ 505,94
  17. Aracaju R$ 473,26