De tênis a pás eólicas: veja os produtos do Ceará mais afetados pelo tarifaço

Estados Unidos concentraram metade das exportações cearenses em 2025

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 18:32)
Imagem de pá eólica produzida no Ceará
Legenda: Pás eólicas estão entre produtos cearenses mais afetados por tarifaço de 50% dos Estados Unidos, segundo análise da Fiec
Foto: Fabiane de Paula

O tarifaço de 50% para a entrada de produtos brasileiros nos Estados Unidos traz impactos para diversos setores econômicos do Ceará. O Estado destina metade de suas exportações ao país norte-americano.

Os EUA divulgaram, na última semana, uma lista de produtos isentos da sobretaxa, aliviando uma série de setores brasileiros, como suco de laranja, aeronaves, fertilizantes, ferro, entre outros.

O aço e seus produtos manufaturados também ficaram de fora da sobretaxa, mas já eram taxados em 50%, segundo decisão aplicada a todos os países pelos EUA.

Cerca de 76,6% do que exportações pelo Ceará aos Estados Unidos correspondem ao aço. Os envios somaram US$ 556,7 milhões

Boa parte dos outros produtos cearenses que têm demanda nos EUA também tem taxação de 50% a partir desta quarta-feira.

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Veja os produtos mais afetados, conforme análise da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e suas exportações aos Estados Unidos: 

  • Peixes, lagosta e pargo: US$ 18,8 milhões 
  • Pás eólicas: US$ 11,4 milhões
  • Cera de carnaúba: US$ 11,2 milhões
  • Castanha de caju: US$ 10,9 milhões
  • Acerola: US$ 9,7 milhões
  • Calçados: US$ 9,7 milhões
  • Água de coco: US$ 9 milhões
  • Couros US$ 5,5 milhões
  • Autopeças: US$ 4,9 milhões
  • Tênis: US$ 4,8 milhões
  • Mel: US$ 4,5 milhões

Os dados foram divulgados durante coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (6), na sede da Fiec. 

TARIFAÇO ENTROU EM VIGOR

A sobretaxa para que parte dos produtos brasileiros entre nos Estados Unidos começou a ser aplicada nesta quarta-feira (6). Já neste primeiro dia, 27 contêineres com castanha de caju e pescados deixaram de embarcar para o país norte-americano. 

Com uma menor demanda dos compradores norte-americanos, os setores produtores cearenses podem diminuir a produção, com consequências no mercado de trabalho.

A estimativa é que 8 mil empregos no Ceará sejam afetados neste primeiro momento de impactos, conforme análise da Fiec. 

O governador Elmano de Freitas divulgou medidas de apoio às empresas exportadoras, incluindo liberação de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e compra de alimentos. 

A gestão federal deve divulgar as medidas de socorro nos próximos dias, com foco em pequenos produtores. 

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