Distribuidoras de combustíveis que abastecem Fortaleza são investigadas pelo Procon
Operação investiga preços abusivos e cenário especulativo devido ao mercado internacional do petróleo.
Seis distribuidoras de combustíveis que abastecem postos em Fortaleza estão sendo investigadas pelo Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza), após denúncias de aumento excessivo nos preços dos combustíveis vendidos às revendas na Capital.
O objetivo é verificar se há irregularidades na formação dos preços e quais as justificativas para o incremento nos valores.
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As empresas foram notificadas nesta sexta-feira (13) e terão até 10 dias para apresentar as documentações de compra e venda de combustíveis dos últimos três meses.
Segundo o presidente do Procon Fortaleza, Wellington Sabóia, não houve nada que justifique o aumento significativo nos valores repassados aos postos nesse período de tempo. Dessa forma, caso as denúncias se confirmem, as distribuidoras podem estar se beneficiando de um cenário especulativo.
Distribuidoras notificadas
| Distribuidora | Origem |
| Vibra Energia S/A, antiga BR Distribuidora | Cais do Porto – Fortaleza/CE |
| Raízen Combustíveis S/A | Cais do Porto – Fortaleza/CE |
| Ypetro Distribuidora de Combustíveis S/A | Parque Novo Mondubim – Maracanaú/CE |
| SP Indústria Distribuidora de Petróleo Ltda | Mucuripe – Fortaleza/CE |
| Ipiranga Produtos de Petróleo S/A | Cais do Porto – Fortaleza/CE |
| Fan Distribuidora de Petróleo Ltda | Mossoró/RN |
Outra medida do Procon Fortaleza para prevenir aumentos abusivos foi notificar, nesta quarta-feira (11), o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos).
A ideia é que a instituição oriente os postos de combustíveis associados a não usarem as especulações relacionadas ao mercado internacional do petróleo para calcular os reajustes nos preços.
Como denunciar
Em caso de preços abusivos, o consumidor pode denunciar por meio da plataforma Fortaleza Digital, buscando pela opção "Procon", ou ligando para a Central de Atendimento ao Consumidor, no telefone 151.
A orientação é que o denunciante apresente informações como:
- fotos ou vídeos dos valores exibidos nas bombas;
- cupons fiscais;
- extratos de pagamento;
- endereço e bandeira do estabelecimento;
- data em que o preço foi registrado;
- tipo de combustível.