Inadimplência bate recorde no Brasil e atinge marca histórica em oito estados; veja ranking
A inadimplência da carteira de crédito no Brasil atingiu 4,44% em abril de 2026, igualando o maior patamar da série histórica do Banco Central, iniciada em março de 2011.
Na pessoa física, a taxa chegou a 5,37%, enquanto na pessoa jurídica, a 2,84%. Nos últimos 12 meses, a inadimplência total subiu 0,94 ponto percentual.
Dos 27 estados, 23 registram inadimplência acima da média nacional. Maranhão lidera o ranking, com 8,59%, seguido por Tocantins (8,03%) e Acre (6,99%).
Na outra ponta, Distrito Federal (3,29%), Santa Catarina (3,72%) e São Paulo (3,84%) apresentam as menores taxas do País.
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Veja o ranking de inadimplência por estado — abril de 2026 (em %)
- 1º Maranhão 8,59%;
- 2º Tocantins 8,03%;
- 3º Acre 6,99%;
- 4º Amapá 6,67%;
- 5º Goiás 6,59%;
- 6º Rondônia 6,55%;
- 7º Pará 6,30%;
- 8º Mato Grosso do Sul 6,23%;
- 9º Roraima 5,96%;
- 10º Amazonas 5,94%;
- 11º Paraíba 5,87%;
- 12º Bahia 5,76%;
- 13º Mato Grosso 5,73%;
- 14º Alagoas 5,56%;
- 15º Pernambuco 5,40%;
- 16º Sergipe 5,25%;
- 17º Rio Grande do Norte 5,16%;
- 18º Ceará 5,08%;
- 19º Piauí 4,88%;
- 20º Rio Grande do Sul 4,79%;
- 21º Minas Gerais 4,65%;
- 22º Rio de Janeiro 4,49%;
- 23º Paraná 4,45%;
- 24º Espírito Santo 3,91%;
- 25º São Paulo 3,84%;
- 26º Santa Catarina 3,72%;
- 27º Distrito Federal 3,29%.
Fonte: Banco Central do Brasil (2026).
QUAIS ESTADOS ESTÃO NA MÁXIMA HISTÓRICA?
Oito estados atingiram em abril o maior patamar de inadimplência de toda a série: Acre, Goiás, Rondônia, Amazonas, Paraíba, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná.
A diversidade regional chama atenção — estados do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul figuram nessa lista, o que sugere um fenômeno nacional e não restrito a uma região específica.
O QUE EXPLICA ESSE CENÁRIO?
O aperto monetário, com a Selic em patamar elevado, aliado ao aumento do endividamento das famílias, pressiona a capacidade de pagamento em todo o país.
É um sinal de alerta para o sistema financeiro e para a política de crédito.
O DESENROLA PODE MUDAR ESSE QUADRO?
O novo Desenrola, programa federal de renegociação de dívidas, surge como uma tentativa de reverter esse cenário.
O programa ainda deve gerar resultados nos próximos meses, à medida que os acordos firmados se convertam em pagamentos efetivos e reduzam o estoque de operações em atraso. Será um termômetro importante para avaliar se o país consegue frear essa escalada da inadimplência.
Quais dívidas entram no Desenrola 2.0?
- Cartão de crédito;
- Cheque especial;
- Crédito pessoal (CDC).
O que o Desenrola 2.0 oferece?
- Desconto de até 90% sobre a dívida antiga;
- Taxa máxima de juros de 1,99% ao mês;
- Prazo de 35 dias para começar a pagar;
- Parcelamento em até 48 vezes;
- Possibilidade de uso de 20% do saldo da conta do FGTS ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas;
- Desnegativação das pessoas que possuem dívidas de até R$ 100.
Quem pode participar
- Quem ganha até 5 salários mínimos (R$ 8.105);
- Quem tem dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos.
Como participar
- Os interessados em aderir ao Desenrola 2.0 devem procurar diretamente os bancos e instituições financeiras nas quais possuam dívidas;
- O novo crédito terá limite de R$ 15 mil por pessoa por banco ou instituição financeira.
Grande abraço e até a próxima semana!
Este texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.