Marquise começa o novo píer do Porto do Pecém

É nele que atracará e operará a usina flutuante de regaseificação da UTE da Eneva e da Diamante Energia

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
Legenda: No "píer zero" (ilustração acima) atracará a usina flutuante de regaseificação que abastecerá de gás as duas UTEs da Eneva no Pecém
Foto: Divulgação
Esta página é um oferecimento de:

Especializada, também, em obras de portos offshore, a Marquise Infraestrutura, empresa do Grupo Marquise, está neste momento mobilizando máquinas e equipamentos, instalando canteiro de obras e iniciando serviços de batimetria para a construção do chamado “píer zero” do Porto do Pecém. Esse píer abrigará os berços de atracação e operação da futura usina flutuante de regaseificação que a Eneva, em parceria com a Diamante Energia, implantará naquele terminal portuário cearense.  

A unidade flutuante de regaseificação terá capacidade de até 14 milhões de m³ por dia, viabilizará o desenvolvimento do Hub Ceará e abastecerá as usinas termelétricas (UTES) Jandaia II e Jandaia III, ambas da Eneva.  

Juntas, essas UTES terão capacidade instalada para produzir 1.199,4 MW, que foram contratados no leilão de capacidade de reserva realizado no último mês de março, com fornecimento previsto por 15 anos a partir de agosto de 2029, quando todo o conjunto estará em operação, após consumir R$ 6 bilhões em investimento, dos quais R$ 430 milhões na construção do “píer zero”.   

No último dia 9, no Complexo do Pecém, o governador Elmano de Freitas participou, com diretores da Eneva, da Diamante e da Marquise Infraestrutura do ato de lançamento da pedra fundamental dos empreendimentos. Na ocasião, o governador disse:  

“Tenho a convicção de que estamos fazendo aqui, nesta região, um novo Porto do Pecém. Com o nível de investimento que estamos trazendo, público e privado, é a construção de um novo porto para o país. Aqui teremos um dos escoadouros do agronegócio brasileiro, pois vamos ligar o Centro-Oeste à Ferrovia Transnordestina, que se ligará ao Porto do Pecém, ao de Suape, ao da Bahia. Vamos pensar a logística do país. Estamos construindo degraus muito sólidos de uma nova economia do Ceará, que tenha a energia como um de seus fatores determinantes”. 

Esta coluna lembra que foi a Marquise Infraestrutura, dirigida pelo engenheiro Renan Carvalho, que executou a obra de construção da segunda ponte de acesso ao Porto do Pecém (que fica no meio do mar, a 2,5 km da praia) e mais os serviços de sua última expansão, incluindo o Terminal de Múltiplo Uso (TMUT), que avançou mais de 1 km na direção Oeste, em águas profundas.  

É, ainda, a Marquise Infraestrutura que está executando 85% das obras de implantação da Ferrovia Transnordestina. 

A propósito: a Diamante Energia juntou-se à Universidade Federal do Ceará (UFC) para patrocinar o desenvolvimento de uma pesquisa em torno de micro reatores nucleares, instalados em um contêiner, com combustível para cinco anos e com capacidade para abastecer de energia 1 mil residências. Esta é uma boa notícia, mas há outra de impacto semelhante para a economia cearense: 

A Anodox Energy Systems, empresa sueca presente no Brasil desde o fim de 2024, foi contemplada com um financiamento do BNDES voltado para planos de negócios com o objetivo de investir na transformação de minerais estratégicos. A companhia, que hoje atua por meio de importação de sistemas de baterias produzidos pela cadeia industrial internacional do grupo, elegeu o Ceará para sediar sua primeira fábrica no Brasil. A unidade deverá iniciar a operação em 2028 e criar 590 empregos, entre diretos e indiretos. A capacidade poderá alcançar 2 GWh por ano.  

(O ministério de Minas e Energia, finalmente, promoverá em dezembro deste ano o primeiro leilão de armazenamento de energia em baterias, conhecido pela sigla BEES. Esta providência deverá pôr fim ao curtailment, que é o corte forçado da geração de parques eólicos ou solares fotovoltaicos quando se registra excesso de oferta de energia, o que atualmente acontece, gerando prejuízos para as empresas investidoras.) 

No site da Anadox, lê-se o seguinte:  

“A Anadox é uma startup que desenvolve tecnologias de baterias de alta capacidade e potência, além de módulos de Internet das Coisas (IoT). Somos especialistas no design e desenvolvimento de tecnologias inovadoras para o setor de energias renováveis.”