Porto seco de Quixeramobim negocia com empresa chinesa investimento de R$ 300 milhões

Objetivo da empresa é conectar produtos nacionais ao mercado chinês, além de facilitar entrada de mercadorias asiáticas no Nordeste.

Escrito por
Paloma Vargas paloma.vargas@svm.com.br
Foto que contém a Pedra Fundamental do futuro Porto Seco de Quixeramobim.
Legenda: Porto Seco de Quixeramobim será instalado em área próximo ao núcleo do município.
Foto: Davi Rocha/Diário do Nordeste.

A Value Global Group, companhia responsável pelo porto seco de Quixeramobim,  está em negociações avançadas com uma empresa chinesa do setor de logística.

O porto seco no interior do Ceará terá ligação direta com a Transnordestina e terá papel fundamental na movimentação de cargas na região, principalmente, grãos. 

Segundo o CEO da companhia, Ricardo Azevedo, o investimento estimado para a operação é de R$ 300 milhões, com foco principal em estruturas de armazenagem e no atendimento ao agronegócio.

O aporte visa conectar produtos nacionais ao mercado chinês e facilitar a entrada de mercadorias vindas do país asiático, atendendo especialmente a região do Matopiba - formada pelos estados de Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia.

Eles estimaram um investimento na faixa de R$ 300 milhões, que é muito na questão de armazenagem e de estruturas. O foco é a região Norte e Nordeste e parte do Centro-Oeste do Brasil, muito ligado à área agrícola do Matopiba, com produtos trazidos da China e produtos nacionais que vão para lá”.
Ricardo Azevedo
CEO da Value Global Group

Por questões de confidencialidade contratual, o nome da empresa investidora não foi revelado pelo executivo da Valeu Global.

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Expansão com setor têxtil chinês depende de alfandegamento

Além da logística de carga geral e agronegócio, o terminal possui tratativas com outra empresa chinesa ligada ao setor têxtil para a distribuição de produtos.

Embora o interesse em investir R$ 5 milhões permaneça firme, a efetivação do contrato de locação e a construção do armazém específico dependem de trâmites burocráticos junto aos órgãos reguladores brasileiros.

“Essa empresa têxtil continua de pé, só que eles só querem efetivar a locação quando a gente tiver já com o armazém alfandegado e com a autorização da Receita Federal para ser um porto seco”, explica o CEO da Value.

A estimativa é que esse processo de prontidão da estrutura leve entre seis a sete meses, conforme o cronograma de construção.

Status da obra e cronograma para início das operações

Atualmente, o projeto do porto seco encontra-se na fase de licenciamento ambiental para o início das obras pesadas, que incluem a terraplanagem, vias de acesso e a linha ferroviária desviada.

A expectativa é que a movimentação de máquinas no canteiro de obras comece efetivamente no próximo mês de abril.

O representante da Value detalhou o progresso da infraestrutura necessária para o local.

“Já estamos com autorização da Enel para instalar uma subestação e um transformador para atender a obra. A previsão mais real é que a gente comece essa operação de infraestrutura no mês de abril, com o início da operação de teste prevista para o final deste ano”.

O cronograma para operar em fase de testes depende ainda da finalização da superestrutura da ferrovia Transnordestina no terreno e da autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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