Condomínios residenciais de Fortaleza investem em mercadinhos internos na pandemia

Em tempos de isolamento social, ideia é evitar que pessoas do grupo de risco precisem sair dos prédios para ir ao supermercado

mercadinho em condomínio
Foto: Fabiane de Paula

A pandemia do novo coronavírus tem levado alguns condomínios residenciais de Fortaleza a adotar pequenas mercearias dentro da própria área dos prédios, O objetivo é dar mais comodidade aos moradores, em especial aqueles do grupo de risco da Covid-19, evitando que eles saiam para ir a supermercados. 

Os mercadinhos funcionam no modelo de Honest Market, o qual permite que o cliente atue de forma autônoma, já que não possui atendentes. Para realizar a compra, o morador deve pegar os itens escolhidos, escanear no leitor de código de barras do totem e efetuar o pagamento com cartão.

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O espaço permanece em funcionamento 24h por dia durante toda a semana e oferece produtos alimentícios variados, itens de higiene pessoal, bebidas e outras mercadorias de primeira necessidade.

Mercadinho em condomínio
Foto: Fabiane de Paula

A iniciativa foi criada pelo CEO da InHouse Market, Leonardo de Ana, que viu na pandemia uma janela de oportunidade ideal para o projeto.

" Já observava a tendência do Honest Market nos mercados americano e japonês e vi que, no Brasil, já existia o mercado consolidado em empresas e torres comerciais, mas faltava essa lacuna nos condomínios residenciais. Foi então que decidimos apostar no modelo, e a pandemia veio para acelerar o processo de adoção, visto a comodidade, praticidade e segurança nas compras, já que as pessoas vêm buscando alternativas para reduzir a saída de casa e aglomerações", comenta Leonardo de Ana.

Benefícios

De acordo com ele, até o momento já existem 5 unidades operando em Fortaleza. Ele ainda pontua que os benefícios deste modelo de negócio irão para além da pandemia.

 "Acreditamos que a pandemia foi um catalisador para nossa solução, mas a grande tendência é que os problemas que estamos resolvendo vão além dela. Nós levamos a ultra comodidade de trazer um mercado 24h para a casa das pessoas. Com isso, evitamos a perda de tempo em trânsito e filas por conta de uma pequena compra, com toda segurança e praticidade de comprar no seu condomínio", pontua.

O estoque de cada unidade é constituído de acordo com as necessidades de cada condomínio. " Nós perguntamos aos moradores o que eles mais consomem e com base nas respostas, nós montamos o mercado com estoque personalizado para cada condomínio".

Instalações

Após a escolha do condomínio, a instalação é feita pela empresa em consonância com o síndico. O custo médio para a instalação muda de acordo com cada unidade, que depende da negociação com os fornecedores e o tamanho do mercado. 

No local para a inserção do minimercado, é preciso apenas fazer alguns ajustes como instalações de tomadas e cabo para internet, para colocar os refrigeradores, gôndola e totem de autoatendimento.

O fundador da startup  também pontua que não há implicações fiscais ou burocráticas para o condomínio, já que todas as operações são feitas pela empresa. 

" O contrato que fazemos com os condomínios é de comodato - ou seja, os condomínios apenas cuidam das nossas gôndolas e refrigeradores e nós fazemos toda a parte comercial e burocrática - incluindo imposto de renda. Isso tudo é bem padrão na verdade, já é feito há muitos anos com vending machines - a novidade está realmente em não usarmos aquelas máquinas mecânicas", relata.

De acordo com ele, o condomínio não tem nenhum custo com as instalações e manutenção, uma vez que "o risco é todo da InHouse". Entre as incubências do condomínio estão apenas o auxílio para zelar pelos equipamentos e "ajudar a encontrar o responsável caso alguém faça mau uso deles ou subtraia uma mercadoria".