Troca de bilhetes em presídio deu origem à operação que prendeu Deolane; entenda

A operação também obteve o bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e o sequestro de imóveis e veículos de luxo.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 10:55)
Deolane
Legenda: No total, seis mandados de prisão preventiva foram emitidas pela Justiça, além de ordens de busca e apreensão.
Foto: Reprodução Instagram /@deolane.

A prisão de Deolane Bezerra durante a Operação Vérnix, nesta quinta-feira (21), teve origem em uma investigação iniciada em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos em um presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, que indicavam a atuação de lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), além de possíveis ameaças contra agentes públicos.

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo e Ministério Público estadual para investigar um esquema de lavagem de dinheiro com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras envolvendo Deolane e integrantes da facção. No total, seis mandados de prisão preventiva foram emitidas pela Justiça, além de ordens de busca e apreensão. 

A operação também obteve o bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e o sequestro de 17 veículos, e quatro imóveis vinculados aos investigados.

Movimentações milionárias

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, foram identificadas movimentações milionárias incompatíveis com os investigados, uso de empresas de fachada, contas utilizadas para circulação de valores e aquisição de bens de alto padrão para ocultar a origem ilícita dos recursos.

A apuração teve início após a apreensão de um celular durante fase de uma operação anterior, a Lado a Lado. Nele, havia conversas com pessoas ligadas à cúpula do PCC e indícios de repasses financeiros.

Segundo informação do g1, Deolane foi identificada como recebedora de dinheiro do PCC. Parte das movimentações ocorreram em depósitos em espécie, partindo do caixa da facção por meio da transportadora de cargas, e ordenados pela cúpula da organização criminosa.

Os depósitos, que foram fracionados abaixo de R$ 10 mil, ocorreram entre os anos de 2018 e 2021 e somaram R$ 1.067.505. Segundo a Polícia, o intermediador era Everton de Souza, o Player, que indicava a conta de Deolane para "fechamentos" mensais. Player também foi preso nesta quinta. Ele seria o operador financeiro da organização.

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Marcola e familiares também são alvos da operação

Nesta quinta-feira, também foi emitido um mandado de prisão contra Marco Herbas Camacho, o Marcola, considerado o chefe da facção, que já está preso.

Ainda conforme o g1, outros alvos da operação incluem o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos dele, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. 

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