Crianças são levadas para centro cirúrgico em carrinho elétrico por projeto de acolhimento afetivo

Iniciativa busca dar mais tranquilidade aos pacientes que necessitam de cirurgias eletivas em hospitais de Fortaleza

Foto mostra criança em carrinho
Legenda: Pacientes recebem avaliação do quadro clínico antes de participar do projeto.
Foto: Helene Santos

Entre o pré-operatório e o centro cirúrgico, crianças transformam o ambiente austero dos corredores de hospitais em passeio de carrinhos elétricos, como primeira ação do projeto Acolhimento Linha de Cuidado Cirúrgica, realizada nesta sexta-feira (16). Os pequenos, a partir de três anos de idade, participam da iniciativa no Hospital Luís de França, em Fortaleza, para a realização de cirurgias eletivas.

Quem inaugurou a novidade foi o paciente Lucca Lira, de cinco anos, prestes a realizar uma postectomia. "Ele já vinha apreensivo, por ainda não entender a cirurgia, então é um modo de distrair e fazer com que ele fique menos tenso", comenta a mãe Lidiane Lira que acompanha o menino para o procedimento. "Vai ficar com aquela lembrança que foi tranquilo, não vai ter aquela imagem de medo", reflete.

Foto mostra paciente em carrinho
Legenda: Solução busca dar leveza aos procedimentos cirúrgicos em crianças
Foto: Helene Santos

O projeto foi estrutura há alguns meses, mas impedido de ser implementado pela chegada e agravamento da pandemia do novo coronavírus, como explica o diretor do hospital, Caio Malachias. "Vamos começar hoje para que os nossos (pacientes) eletivos e até algumas urgências de crianças, que são elegíveis, sejam transportadas por esse carrinho, que é mais um meio lúdico", acrescenta.

Além do Hospital Luís de França, outras unidades de saúde devem receber a iniciativa, que pode ser expandida para pacientes em internamento, de acordo com o gestor. “É uma coisa que traz acolhimento às crianças para se sentirem mais à vontade e tirar essa impressão de ir para algum lugar onde se vai sofrer", conclui.

São considerados como critérios de participação crianças com mobilidade física preservada, maiores de três anos, com até 40 quilos, e que irão realizar cirurgias sem indicação de pré-anestésico. Os materiais utilizados e o equipamento passam por esterilização e o manuseio é feito por um profissional treinado.

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