Tenente-coronel preso por feminicídio pode perder patente em processo na Justiça Militar

Geraldo Leite Rosa Neto será julgado por três coronéis no chamado Conselho de Justificação.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 18:28)
Imagem do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto (à esquerda) e da soldado Gisele Alves Santana. O homem foi preso acusado de feminicídio e fraude processual pela morte da mulher e será julgado.
Legenda: Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto (à esquerda) foi preso acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
Foto: Reprodução / Redes sociais.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso desde 18 de março, suspeito de feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, pode perder a patente no Conselho de Justificação, um procedimento no qual será julgado por três coronéis.

Dois profissionais homens e uma profissional mulher foram nomeados no final de março para compor o conselho pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.

Esposa de Geraldo, a policial militar Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento que dividia com o marido em 18 de fevereiro. O caso foi tratado inicialmente como suicídio, tese sustentada pela defesa do tenente-coronel.

O processo do Conselho de Justificação é previsto para durar 30 dias, sendo prorrogável por outros 20 dias. A partir da defesa do acusado, o colegiado pode absolvê-lo ou sugerir sanções que incluem perda do posto e da patente.

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PM de São Paulo aposentou o acusado

No dia 2 de abril, a Polícia Militar de São Paulo baixou uma portaria de inatividade que mandou o acusado para a reserva.

Pela decisão, Geraldo se aposentou e continuará recebendo salário, cerca de R$ 21 mil mensais.

De acordo com a PM de São Paulo, a aposentadoria não faz com que o tenente-coronel escape do processo de expulsão da corporação que foi aberto pela Corregedoria.

Laudo indicou que Gisele foi assassinada

A prisão de Geraldo ocorreu após pedido da Polícia Civil com base em documentos da Polícia Técnico-Científica que indicaram sinais de que Gisele teria desmaiado antes de ser baleada na cabeça e que não apresentou defesa.

Segundo os documentos da perícia, manchas de sangue da soldado foram encontradas por diferentes cômodos do apartamento.

Lesões no rosto e no pescoço de Gisele foram reveladas em laudo necroscópico. 

Segundo informações da TV Globo, o documento ainda aponta que as lesões encontradas na PM eram "contundentes" e tinham sido feitas "por meio de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal", expressão que indica marcas de unhas.

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