Tenente-coronel acusado de matar esposa passa mal antes de audiência de custódia

Geraldo Neto foi preso preventivamente na última quarta-feira (18) pela morte da soldado Gisele Alves.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
21 de Março de 2026 - 14:02
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Legenda: Geraldo Neto, acusado de matar a esposa Gisele Alves Santana, durante audiência de custódia.
Foto: Reprodução.

O tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de matar a soldado Gisele Alves Santana e marido da vítima, passou mal nesta quinta-feira (19), no presídio Militar Romão Gomes, na cidade de São Paulo. As informações são do g1

O fato ocorreu no mesmo dia em que o suspeito passou pela audiência de custódia por videochamada no Tribunal de Justiça Militar. 

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo não informou o estado de saúde do tenente-coronel. 

De acordo com a pasta, ele foi levado ao Hospital da Polícia Militar para atendimento médico na quinta-feira e voltou ao presídio após os atendimentos. 

A secretaria também informou que Geraldo foi orientado a retornar para reavaliação na manhã de sexta-feira (20).

Geraldo Neto foi preso preventivamente nesta quarta-feira (18), em São José dos Campos (SP), por ordem da Justiça Militar. A prisão também foi decretada pela Justiça comum.

Entenda o caso

Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento que dividia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, em 18 de fevereiro.

No último dia 17 deste mês, a Polícia Civil pediu a prisão de Geraldo à Justiça com base em documentos da Polícia Técnico-Científica que indicam sinais de que Gisele teria desmaiado antes de ser baleada na cabeça e que não apresentou defesa.

Segundo os documentos da perícia, manchas de sangue da soldado foram encontradas por diferentes cômodos do apartamento.

Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça.
Legenda: Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça.
Foto: Reprodução.

Além disso, o laudo necroscópico revelou lesões no rosto e no pescoço da vítima.

De acordo com informações da TV Globo, o documento ainda aponta que as lesões encontradas na soldado eram "contundentes" e tinham sido feitas "por meio de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal", expressão que indica marcas de unhas.

Marido alega que esposa cometeu suicídio

Geraldo, no entanto, sustenta a tese de que Gisele cometeu suicídio. 

Durante a audiência, ele afirmou ter tido a "apreensão de uma arma no dia em que minha esposa cometeu o suicídio, pq ela se suicidou com minha arma no meu apartamento no Brás, onde nós morávamos, no dia 18 de fevereiro".

O tenente-coronel foi indiciado por feminicídio e fraude processual, já que teria alterado a cena do crime para simular um suicídio. 

 

 

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