Tenente-coronel acusado de matar esposa passa mal antes de audiência de custódia
Geraldo Neto foi preso preventivamente na última quarta-feira (18) pela morte da soldado Gisele Alves.
O tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de matar a soldado Gisele Alves Santana e marido da vítima, passou mal nesta quinta-feira (19), no presídio Militar Romão Gomes, na cidade de São Paulo. As informações são do g1.
O fato ocorreu no mesmo dia em que o suspeito passou pela audiência de custódia por videochamada no Tribunal de Justiça Militar.
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A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo não informou o estado de saúde do tenente-coronel.
De acordo com a pasta, ele foi levado ao Hospital da Polícia Militar para atendimento médico na quinta-feira e voltou ao presídio após os atendimentos.
A secretaria também informou que Geraldo foi orientado a retornar para reavaliação na manhã de sexta-feira (20).
Geraldo Neto foi preso preventivamente nesta quarta-feira (18), em São José dos Campos (SP), por ordem da Justiça Militar. A prisão também foi decretada pela Justiça comum.
Entenda o caso
Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento que dividia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, em 18 de fevereiro.
No último dia 17 deste mês, a Polícia Civil pediu a prisão de Geraldo à Justiça com base em documentos da Polícia Técnico-Científica que indicam sinais de que Gisele teria desmaiado antes de ser baleada na cabeça e que não apresentou defesa.
Segundo os documentos da perícia, manchas de sangue da soldado foram encontradas por diferentes cômodos do apartamento.
Além disso, o laudo necroscópico revelou lesões no rosto e no pescoço da vítima.
De acordo com informações da TV Globo, o documento ainda aponta que as lesões encontradas na soldado eram "contundentes" e tinham sido feitas "por meio de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal", expressão que indica marcas de unhas.
Marido alega que esposa cometeu suicídio
Geraldo, no entanto, sustenta a tese de que Gisele cometeu suicídio.
Durante a audiência, ele afirmou ter tido a "apreensão de uma arma no dia em que minha esposa cometeu o suicídio, pq ela se suicidou com minha arma no meu apartamento no Brás, onde nós morávamos, no dia 18 de fevereiro".
O tenente-coronel foi indiciado por feminicídio e fraude processual, já que teria alterado a cena do crime para simular um suicídio.