Juiz aposentado fazia live quando foi atingido pelo desabamento de ponte no Acre

Ponte de R$ 36 milhões desabou e deixou quatro feridos

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Redação producaodiario@svm.com.br
Vista aérea vertical de uma ponte de concreto recém-construída que cruza um rio de águas barrentas e marrons. A ponte conecta duas áreas residenciais urbanas com casas simples e pequenas. Na margem esquerda do rio, há uma nova estrada asfaltada com faixas brancas pintadas que dá acesso à ponte, cercada por terra batida avermelhada e vegetação rasteira. Na margem direita, casas estão dispostas de forma mais densa e há pequenos barcos atracados na beira da água. O rio corre diagonalmente pelo centro da imagem.
Legenda: Inaugurada há dois anos, ponte já estava interditada desde quinta (04).
Foto: Reprodução/Governo do Acre.

Parte da Ponte Frei Paolino Baldassari, localizada em Sena Madureira, interior do Acre, desabou no começo da noite de sexta (05) e deixou quatro feridos. As informações são do Portal Terra. 

Edinaldo Muniz,54, Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos e Edinei Muniz, de 51 anos, precisaram de transferência para a capital Rio Branco. Os dois primeiros são considerados casos graves.

Weverton Murieta,34, a quarta vítima, foi internada em estado estável na cidade e continua sob cuidados médicos no hospital de Sena Madureira. 

Minutos antes e durante o acidente, o juiz aposentado Edinaldo Muniz gravava uma live para suas redes sociais, usadas para comentar temas políticos e administrativos. Ele criticava o governo acreano pelos riscos da estrutura, a despeito do valor usado na obra.

Quando foi atingido, Edinaldo sofreu traumatismo craniano e trauma interno abdominal e renal. 

A estrutura, que é uma das principais ligações do município de Sena Madureira, já estava interditada para pedestres e veículos desde a última quinta-feira (4) por recomendação do Corpo de Bombeiros do Acre. A instituição alegou risco pelo avanço do fenômeno de "terras caídas" nas margens do Rio Iaco.

Gabinete de crise

A ponte foi inaugurada em dezembro de 2023 e custou mais de R$ 36 milhões.

A partir do ocorrido, o governo do Acre iniciou um gabinete de crise para coordenar as ações, com mobilizações da Secretaria de Saúde,  Secretaria de Estado de Assistência Social, Centro Integrado de  Ciopaer - Operações Aéreas equipes do Deracre - Departamento de Estradas de Rodagem,Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre, além da empresa responsável pela obra. 

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