O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou a advogada e influenciadora Deolane Bezerra nesta quarta-feira (10) à Justiça. Ela está presa em Tupi Paulista desde o último 21 de maio, investigada por envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo o g1, que publicou a informação, a denúncia partiu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. Em resposta aos pedidos recentes feitos da defesa da influencer, o órgão ressaltou que a prisão domiciliar não é oferecida em casos de organização criminosa que opera mediante violência.
No documento enviado à Justiça, os promotores do MP relatam ainda que familiares ou pessoas de confiança recebiam ordens dos líderes do PCC para distribuição da renda ilícita obtida com uma empresa de transportes. Os valores eram depositados em favor de Deolane e de Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho — os dois últimos são sobrinhos de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo da organização.
O documento também demonstra, com relatórios de inteligência financeira, que as quebras de sigilo fiscal e bancário dos investigados confirmam a ocultação do dinheiro ilícito e a reinserção dele na economia formal — crime conhecido como lavagem de dinheiro.
Foram, então, denunciados:
- Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior;
- Deolane Bezerra Santos;
- Everton de Souza;
- Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
- Marco Willians Herbas Camacho;
- Paloma Sanches Herbas Camacho.
Influenciadora teve pedido de transferência negado
A defesa de Deolane, recentemente, pediu à Justiça que transferisse a empresária para uma sala de Estado-Maior, destinada a advogados presos antes de condenação definitiva, ou que ela tivesse a prisão preventiva substituída por domiciliar.
Um dos pedidos foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que entendeu que não cabe àquele tribunal interferir no assunto, uma vez que outros pedidos de liberdade da detida seguem em análise por instâncias inferiores.