Polícia Militar de São Paulo aposenta tenente-coronel suspeito de matar a esposa

Oficial é investigado por feminicídio e fraude processual e está preso preventivamente; salário antes de ser preso foi de R$ 28,9 mil.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Foto de PM de São Paulo acusado de matar esposa.
Legenda: O policial foi preso em 18 de março.
Foto: Reprodução/Redes sociais.

A Polícia Militar de São Paulo baixou uma portaria de inatividade, nesta quinta-feira (2), que manda para a  reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso por ser suspeito de cometer feminicídio contra a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana.

Ao que veiculou o g1, o ato oficial da Diretoria de Pessoal da Polícia Militar diz que, pela lei, Geraldo Neto tem o direito da aposentadoria pelos critérios proporcionais de idade, com vencimentos integrais.

Isso significa que, mesmo aposentado, ele vai continuar recebendo o seu salário. No último mês antes da prisão, fevereiro de 2026, o suspeito recebeu R$ 28,9 mil brutos, como indicou o portal da Transparência do Governo de São Paulo.

Com os critérios de proporcionalidade, o salário de aposentado dele deve ficar em torno de R$ 21 mil, segundo cálculos feitos pela reportagem do g1.

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De acordo com a PM de São Paulo, a aposentadoria não faz com que o tenente-coronel escape do processo de expulsão da corporação que foi aberto pela Corregedoria.

Fontes consultadas apontaram que, ao se aposentar, ele pode perder a patente e continuar a receber o dinheiro da aposentadoria conquistada por tempo de serviço.

O tenente-coronel foi preso em 18 de março, depois da sua prisão preventiva ter sido decretada pela Justiça Militar, acusado de feminicídio e fraude processual.

No dia 19 de março, ele foi submetido a uma audiência de custódia e acabou passando mal pouco antes. Devido ao fato, ele passou por atendimento médico.

Geraldo é acusado de forjar a morte de Gisele Alves Santana, dizendo que ela cometeu suicídio. A militar morreu com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal vivia no Brás, no Centro de São Paulo.

Investigações da Polícia Civil, baseado em laudos periciais, descobriram uma série de lacunas na versão do tenente-coronel. Assim, ele teve a prisão preventiva decretada e está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.

Policiais militares que trabalhavam com a vítima disseram ter presenciado episídos de violência contra ela protagonizados pelo marido.