Síndico acusado de matar corretora confessa ter usado arma no crime, diz defesa

Corpo da vítima foi encontrado com uma bala alojada na cabeça.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Combinação de imagens mostra, à esquerda, o síndico Cléber Rosa de Oliveira sendo conduzido por agente da Polícia Civil ao local onde abandonou o corpo da corretora Daiane Alves Souza, e, à direita, a última imagem registrada da corretora Daiane Alves Souza antes de desaparecer em Caldas Novas, em Goiás.
Legenda: Mulher sumiu após ser vista descendo ao subsolo do prédio, em dezembro de 2025.
Foto: Reprodução/TV Anhanguera e reprodução.

O síndico Cleber Rosa de Oliveira, suspeito da morte da corretora Daiane Alves Souza, em Caldas Novas (GO), teria confessado à polícia que utilizou uma arma para executar o crime.

A informação foi divulgada pela defesa do acusado, o advogado Felipe de Alencar, que não deu mais detalhes sobre como ocorreu o assassinato. O corpo da corretora, de 43 anos, foi encontrado com uma bala alojada na cabeça.

Apesar disso, a arma que teria sido usada no crime não foi apresentada até o momento e a causa da morte da vítima ainda não foi determinada. O resultado depende do laudo final da perícia. As informações são do portal Uol.

Entenda o caso

O síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza, que estava desaparecida em Caldas Novas, Goiás. O corpo dela foi encontrado na madrugada da última quarta-feira (28), mesmo dia em que o homem foi preso suspeito de envolvimento no crime.

Segundo apuração da TV Anhanguera, o administrador imobiliário conduziu os policiais até ao local onde teria abandonado o cadáver da mulher, às margens da GO-213, a cerca de 15 quilômetros da cidade. 

Aos investigadores, o homem relatou que agiu sozinho e que assassinou a corretora no subsolo do prédio onde ela e ele trabalhavam, em 17 de dezembro, após terem discutido.

Daiane estava desaparecida desde essa data, após ser registrada pelas câmeras do local deixando o elevador rumo ao subsolo.

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Possível motivação

Os dois tinham um histórico de conflito que, conforme o Ministério Público de Goiás (MPGO), começou em novembro de 2024, quando a mulher alugou um apartamento, de propriedade da mãe, para duas famílias de turistas. 

Segundo a emissora, Cleber contou que colocou o corpo da mulher na carroceria da sua picape e saiu sozinho do prédio rumo à rodovia GO-213, que liga Caldas Novas a Ipameri e a Pires do Rio. 

Inicialmente, no primeiro depoimento, ele afirmou que não deixou o condomínio na noite do desaparecimento da corretora. No entanto, a Polícia teria encontrado imagens que mostram ele saindo do prédio por volta das 20h daquele dia.

Além de Cléber, o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso por suspeita de envolvimento no crime.

Vídeos gravados e enviados pela corretora Daiane Alves momentos antes de desaparecer foram decisivos para que a Polícia Civil de Goiás esclarecesse o assassinato da vítima, após 43 dias de investigação.

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