Justiça mantém prisão de síndico acusado de matar corretora em Goiás
Os acusados passaram por uma audiência de custódia nesta quinta-feira (29).
A Justiça decidiu manter a prisão do síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, e seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, suspeitos da morte da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, em Caldas Novas, no sul de Goiás.
Os acusados passaram por uma audiência de custódia nesta quinta-feira (29), em Goiânia, e vão continuar presos. O Ministério Público (MP) informou que, durante o procedimento, foi constatado que os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos dentro da lei. As informações são do portal g1.
A defesa do síndico se manifestou afirmando que a audiência de custódia ocorreu normalmente. Cleber teria respondido a todas as perguntas formuladas e "segue contribuindo com as investigações".
Entenda o caso
O síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza, que estava desaparecida em Caldas Novas, Goiás. O corpo dela foi encontrado na madrugada de quarta-feira (28), mesmo dia em que o homem e o filho foram presos suspeitos de envolvimento no crime.
Segundo apuração da TV Anhanguera, o administrador imobiliário conduziu os policiais até ao local onde teria abandonado o cadáver da mulher, às margens da GO-213, a cerca de 15 quilômetros da cidade.
Aos investigadores, o homem relatou que agiu sozinho e que assassinou a corretora no subsolo do prédio onde ela e ele trabalhavam, em 17 de dezembro, após terem discutido.
Daiane estava desaparecida desde essa data, após ser registrada pelas câmeras do local deixando o elevador rumo ao subsolo.
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Possível motivação
Os dois tinham um histórico de conflito que, conforme o Ministério Público de Goiás (MPGO), começou em novembro de 2024, quando a mulher alugou um apartamento, de propriedade da mãe, para duas famílias de turistas.
Segundo a emissora, Cleber contou que colocou o corpo da mulher na carroceria da sua picape e saiu sozinho do prédio rumo à rodovia GO-213, que liga Caldas Novas a Ipameri e a Pires do Rio.
Inicialmente, no primeiro depoimento, ele afirmou que não deixou o condomínio na noite do desaparecimento da corretora. No entanto, a Polícia teria encontrado imagens que mostram ele saindo do prédio por volta das 20h daquele dia.
Além de Cléber, o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso por suspeita de envolvimento no crime. As autoridades ainda conduziram coercitivamente o porteiro que atuava no condomínio para prestar esclarecimentos.