Síndico confessa que matou corretora que estava desaparecida em Goiás
Vítima e suspeito tinham histórico de conflitos, conforme investigações.
O síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza, que estava desaparecida em Caldas Novas, Goiás. O corpo dela foi encontrado nesta madrugada de quarta-feira (28), mesmo dia em que o homem e o filho foram presos suspeitos de envolvimento no crime.
Segundo apuração da TV Anhanguera, o administrador imobiliário conduziu os policiais até ao local onde teria abandonado o cadáver da mulher, às margens da GO-213, a cerca de 15 quilômetros da cidade.
Aos investigadores, o homem relatou que agiu sozinho e que assassinou a corretora no subsolo do prédio onde ela e ele trabalhavam, em 17 de dezembro, após terem discutido.
Daiane estava desaparecida desde essa data, após ser registrada pelas câmeras do local deixando o elevador rumo ao subsolo.
Segundo a emissora, Cleber contou que colocou o corpo da mulher na carroceria da sua picape e saiu sozinho do prédio rumo à rodovia GO-213, que liga Caldas Novas a Ipameri e a Pires do Rio.
Inicialmente, no primeiro depoimento, ele afirmara que não deixara o condomínio na noite do desaparecimento da corretora. No entanto, a Polícia teria encontrado imagens que mostram ele saindo do prédio por volta das 20h daquele dia.
Além de Cléber, o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso por suspeita de envolvimento no crime. As autoridades ainda conduziram coercitivamente o porteiro que atuava no condomínio para prestar esclarecimentos.
Até o momento, as defesas dos investigados não se manifestaram.
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Possível motivação do crime
Daiane Alves Souza atuava como corretora e administrava os apartamentos da família no condomínio onde o suspeito era síndico.
Os dois tinham um histórico de conflito que, conforme o Ministério Público de Goiás (MPGO) ao portal g1, começou em novembro de 2024, quando a mulher alugou um apartamento, de propriedade da mãe, para duas famílias de turistas.
Na época, nove pessoas se hospedaram na unidade, número superior ao permitido pelas regras do condomínio.
Ainda conforme o órgão, entre fevereiro e novembro de 2025, Cleber teria ameaçado a integridade física e psicológica da corretora por meio de diversos atos.