Polícia apura furto em casa de tio de Suzane von Richthofen na zona sul de SP
Imóvel foi invadido dias após Miguel Abdalla Neto ser encontrado morto; caso reacende debate sobre herança.
A Polícia Civil de São Paulo investiga um furto ocorrido na casa do médico Miguel Abdalla Neto, tio materno de Suzane von Richthofen, no bairro Campo Belo, zona sul da capital paulista.
O crime aconteceu na noite da última terça-feira (20), poucas semanas após o médico, de 76 anos, ser encontrado morto no mesmo imóvel.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e constataram que a residência havia sido invadida.
Do local, foram levados móveis, documentos e dinheiro. A perícia foi acionada e o caso registrado como furto. Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou se o crime teve relação direta com a morte recente do morador.
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Morte segue em investigação
A morte de Miguel Abdalla Neto, ocorrida no dia 9 deste mês, segue sob investigação. Segundo a Polícia Militar, o corpo foi encontrado dentro da residência, sem sinais aparentes de violência.
O caso foi registrado como morte suspeita no 27º Distrito Policial (Campo Belo), que aguarda o resultado dos laudos periciais para esclarecer as circunstâncias do óbito.
Miguel era irmão de Marísia von Richthofen, assassinada em 2002 ao lado do marido, Manfred, em um crime que teve envolvimento da filha Suzane e dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.
Direito a herança
Além da investigação criminal, a morte do médico reacendeu discussões sobre sucessão patrimonial. Miguel não era casado oficialmente e não tinha filhos. Ele deixou ao menos dois imóveis no Campo Belo: o sobrado onde morava e um apartamento na mesma região.
Pela legislação brasileira, na ausência de descendentes, ascendentes ou cônjuge, a herança pode ser destinada a parentes colaterais.
Como Marísia já é falecida, o direito de representação permite que seus filhos, Suzane e Andreas von Richthofen, possam ocupar o lugar da mãe na partilha. Para isso, ambos teriam que recorrer à Justiça para pleitear eventual direito à herança.