Crianças mortas após atropelamento em Diadema são sepultadas em Alagoas
Irmãos faleceram após terem sido atingidas por veículo de motorista embriagado na última sexta (3).
Os irmãos Sophya de Oliveira Santos, de 10 anos, e Isaías de Oliveira Santos, de 5 anos, mortos após serem atropelados por um motorista embriagado na última sexta (3), em Diadema, foram enterrados na cidade de Taquarana, em Alagoas, nesta segunda (6). Segundo informações da TV Globo, os corpos foram velados na Grande São Paulo entre sexta e sábado.
Na noite de domingo (5), eles foram levados para uma quadra no centro de Taquarana, onde também foram velados, enquanto um cortejo foi realizado pelas ruas da cidade já nesta segunda.
Demóstenes Dias, de 64 anos, que dirigia bêbado o próprio carro no momento da colisão, é apontado como o responsável pelo acidente que atingiu quatro crianças. O veículo desgovernado subiu a calçada em que elas estavam pulando corda. Duas morreram e as outras duas ficaram feridas.
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O homem foi preso em flagrante e passou por audiência de custódia, mas teve a prisão convertida em preventiva. Informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo apontam que ele dirigia em alta velocidade e perdeu o controle da direção.
O caso foi registrado como homicídio doloso e lesão corporal dolosa, quando não há intenção de matar. Inicialmente, o motorista foi encaminhado ao 3º Distrito Policial de Diadema, logo após um exame constatar que ele estava sob efeito de bebida alcoólica.
Detalhes divulgados pelo jornal O Globo apontam que o traslado dos corpos foi realizado por meio de uma vaquinha da Favela da Torre, comunidade onde as crianças moravam, e pela Prefeitura de Taquarana.
"Diante da gravidade do ocorrido, a Prefeitura Municipal de Taquarana informa que arcará integralmente com todas as despesas relacionadas ao translado dos corpos, assegurando o retorno das crianças à sua terra natal", declarou, antes da mobilização, Geraldo Cícero, prefeito do município alagoano.
Atropelamento das crianças
Demóstenes Dias prestou depoimento à Polícia Civil e contou ter tomado cerveja pouco antes de dirigir o carro. Ele afirma que teria "se atrapalhado" com os pedais do veículo automático e disse estar "emocionalmente abalado" por conta de uma separação recente.
O teste do bafômetro conduzido no motorista registrou 0,66 mg de álcool por litro de ar alveolar, índice acima do limite para configuração de crime de trânsito.