Médico é preso suspeito de estuprar 23 pacientes durante consultas em Goiânia

Casos são de 2017 até 2026, segundo a Polícia Civil.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 17:19)
Foto do médico preso suspeito de abusar de pacientes em Goiás.
Legenda: Marcelo Arantes Silva é médico ginecologista e tem 50 anos.
Foto: Polícia Civil de Goiás.

O médico ginecologista Marcelo Arantes Silva, de 50 anos, foi preso na quinta-feira (23), em Goiânia, suspeito de estuprar suas pacientes durante as consultas.

Segundo o g1, com informações da Polícia Civil, foram identificadas cerca de 23 vitimas, sendo 10 da Capital e outras 13 da cidade de Senador Canedo. Há relatos de abusos de 2017 até 2026.

O suspeito passou por audiência de custódia nesta sexta-feira (24), e teve sua prisão mantida. 

Após a prisão, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que o registro de Marcelo foi suspenso.

Sobre a detenção após a audiência de custódia, sua defesa, ao g1, afirmou que a vê como desnecessária.

"Primeiramente, porque tem plena confiança em sua inocência. Em segundo lugar, porque ele já se afastou do exercício da profissão e tem contribuído integralmente com a Justiça em todo o curso da investigação", expressa trecho do comunicado.

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ENTENDA OS CRIMES

De acordo com a Polícia Civil de Goiás, o Ministério Público já ofereceu denúncia em juízo sobre um dos 23 casos identificados até o momento.

O primeiro registro de que se teve notícia de crime ocorreu em 2017, no Canedo. Anos depois, em 2020, uma vítima procurou a Delegacia da Mulher em Goiânia para informar que também havia sido violada. 

Conforme relatado pelas vítimas, o médico realizava vários exames de toque sem vinculação médica, além de outros atos libidinosos sem consentimento.

A polícia salientou que a divulgação da imagem e nome do investigado foi realizada conforme a Lei 13.869/2019 e da Portaria n. 547/2021, nos termos de despacho proferido nos autos do Inquérito Policial pela Delegada de Polícia, com o fito de auxiliar na identificação de novas vítimas e testemunhas do caso.

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