Um jovem de 22 anos morreu após ser baleado na cabeça no último domingo (7) em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O falecimento ocorreu logo depois de ele e outro rapaz terem sido perseguidos por guardas civis na região.
Uma gravação flagrou o momento da abordagem, mostrando o minuto em que um homem colocou uma arma ao lado de um suspeito rendido no asfalto. A perseguição começou na Avenida Guido Aliberti, em São Caetano.
Segundo informações da Guarda Civil, os dois homens em uma moto, identificados como Emerson dos Santos e João Carlos Piere da Silva, foram abordados pelos agentes. A versão aponta que eles não respeitaram a ordem de parada e estavam armados.
No entanto, as famílias contestam as informações. Em relato, familiares dizem que eles não acataram a ordem de parada porque estavam sem documentação da moto, mas que nenhum dos dois portava armas.
Emerson dos Santos da Silva, que estava na garupa da motocicleta, não resistiu e morreu após os tiros. Já João Carlos Piere da Silva, que conduzia a moto, segue internado.
Secretaria de Segurança nega
A Secretaria de Segurança disse, em nota, que "a arma deixada por um cidadão junto ao GCM é do próprio GCM e caiu durante a perseguição por moto".
O boletim de ocorrência registrado aponta que a perseguição começou em São Caetano e terminou na região da Vila Prudente, na Zona Leste da capital paulista.
Uma das filmagens do momento mostra um homem se aproximando de um dos jovens já rendido e deixando um objeto ao lado. O homem não usa identificação policial e chega ao local em um veículo branco.
A movimentação entre os policiais durou cerca de um minuto, mostrando também um segundo homem acompanhando a cena.
"As imagens indicariam a necessidade de uma investigação rigorosa para a possível inclusão da arma na cena dos fatos. A família reforça que João Carlos Piere da Silva e seu amigo são vítimas de uma situação que precisa ser investigada de forma completa", diz o comunicado da família de um dos jovens.
A secretaria, por sua vez, nega que a arma tenha sido colocada aleatoriamente no local. "A secretaria esclarece [..] que a arma deixada por um cidadão junto ao GCM é do próprio GCM, e caiu durante a perseguição por moto. A versão de que o cidadão seria um policial à paisana e que ele teria deixado uma arma aleatória no local, em tentativa de atribuir o seu uso ao homem abordado (ferido) é absolutamente inverídica", diz a nota oficial da pasta.