Neto teria desviado mais de R$ 37 milhões da avó em Goiás

Suspeito chegou a transferir mais de R$ 1,4 milhão da idosa dias após a morte dela.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
15 de Abril de 2026 - 17:31 (Atualizado às 17:31)
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Legenda: Fabiano Pedrosa Leão cuidava do patrimônio da avó, Angélica, e se aproveitaria da confiança de familiares para efetivar o esquema de desvio.
Foto: Reprodução.

Um homem identificado como Fabiano Pedrosa Leão é investigado pela Polícia Civil de Goiás por suspeita de ter desviado R$ 37 milhões das contas da avó, Angélica Gonçalves Pedrosa.

O neto era responsável por ajudar a mulher na gestão financeira e de negócios agrícolas desde 2009, quando ela ficou viúva. Ele chegou a transferir mais de R$ 1,4 milhão da conta da idosa dois dias depois da morte dela, ocorrida em maio de 2024.

Um mandado foi cumprido pela Polícia Civil nesta segunda (13) na casa em que Fabiano mora com a mãe, Marli Gonçalves Pedrosa Leão, também suspeita de envolvimento no esquema de desvios.

Na ocasião, duas armas de fogo irregulares foram encontradas no local. Pela posse ilegal, o homem foi preso em flagrante, mas pagou fiança e foi liberado no mesmo dia.

Transferência de R$ 1,4 milhão foi feita dois dias após a morte da idosa

Segundo as investigações, a idosa era considerada “analfabeta digital” e vivia com restrições de mobilidade. Por conta disso, era o neto que ajudava na gestão de patrimônio.

Fabiano, inclusive, tinha a confiança das tias e, por isso, teria conseguido seguir com os desvios por anos

A transferência de mais de R$ 1,4 milhão feita pelo neto dois dias depois da morte da avó foi confessada por ele em um depoimento prestado em 2025.

Na ocasião, ele disse que teria dividido o valor entre as filhas dela, mas não apresentou provas.

Esquema envolveu funcionários de bancos e cartórios

As primeiras suspeitas contra Fabiano surgiram após uma das tias do homem perceber movimentações financeiras anormais quando teve acesso às contas da idosa e denunciar o caso à Justiça. 

A Polícia Civil de Goiás também apurou que o esquema era auxiliado não apenas pela mãe de Fabiano, mas também por bancários, funcionários de cartórios e outros fazendeiros da região

Conforme o g1 Goiás, o delegado do caso já havia indiciado a maioria dos envolvidos na altura da manhã desta quarta-feira (15).

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