Site é investigado por vender atestados médicos falsos no RJ

Funcionários conseguiram documento ilegal sem passar por consulta médica.

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Redação producaodiario@svm.com.br
profissional assina atestado médico com caneta azul.
Legenda: Os atestados falsos são emitidos com nomes de empresas privadas e unidades de saúde pública conhecidas.
Foto: Shutterstock.

Uma página na internet virou alvo de investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro por vender atestados médicos falsos. Após denúncias do comércio ilegal dos documentos, o site "valideatestado.com" parou de funcionar e está fora do ar desde segunda-feira (13).

As autoridades policiais buscam os autores responsáveis pelo portal. Segundo publicação do jornal O Globo, um empresário teria desconfiado da autenticidade de um atestado apresentado por uma funcionária para justificar uma falta. Ao acessar o site, ele seguiu as instruções, pagou o valor de R$ 49,90 no pix e recebeu o documento sem passar por consulta médica.

Além disso, para endossar a irregularidade, a dispensa médica concedida ao homem teve como justificativa um quadro de "dismenorreia", termo médico referente a uma cólica menstrual intensa.

Os atestados falsos são emitidos com nomes e marcas de empresas privadas e unidades de saúde pública conhecidas.

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Investigação

Durante as investigações, a empresa que aparece como beneficiária do pix é a GRB Negócios Digitais Ltda, com sede em Londrina, no Paraná. 

Conforme a publicação, o CNPJ informado no comprovante de pagamento consta como ativo na Receita Federal. A empresa foi criada em dezembro de 2023 e tem como única sócia uma mulher de 23 anos. Na descrição de suas atividades, consta "preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo". 

A funcionária que apresentou os atestados falsos e a médica que aparece como signatária nos documentos ilegais devem ser ouvidas pela Polícia. A médica é registrada no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), mas mora na Itália. Ela alega que seus dados foram usados sem o seu conhecimento. 

A Secretaria municipal de Saúde do Rio orientou que as empresas entrem em contato por e-mail (disponíveis on-line) com a unidade em caso de dúvida sobre a veracidade de atestados recebidos. O órgão informou que o prazo para resposta é de, no máximo, 15 dias. 

Segundo a Polícia Civil, as investigações sobre o esquema de atestados falsos estão a cargo da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), na 13ª DP (Ipanema) e na 151ª DP (Nova Friburgo).