Suspeito de matar miss no Rio de Janeiro já foi preso por torturar ex-namorada

Endreo Lincoln Ferreira da Cunha foi preso e encontrado sem vida horas depois.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 10:08)
Homem preso pela Polícia Civil ao lado de mulher em helicóptero, com vista aérea ao fundo, em uma operação policial. Imagem com foco na identidade e na operação policial.
Legenda: Crimes contra a ex-companheira aconteceram em Mato Grosso do Sul.
Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O homem preso suspeito do feminicídio da modelo Ana Luiza Mateus Souza, de 29 anos, teve passagens pela polícia em outubro do ano passado por torturar, estuprar e manter em cárcere privado uma ex-namorada.

O caso aconteceu em Mato Grosso do Sul. Em depoimento na delegacia, obtido pelo jornal O Globo, a vítima relembrou que Endreo Lincoln Ferreira da Cunha enforcou-a com um cinto e obrigou-a revelar três relacionamentos ocorridos após o término com ele.

Veja também

A mulher chegou a perder parcialmente a visão de um olho devido às agressões. A razão para o crime, segundo ela, foi ciúmes.

"Ele dizia que ia me matar numa fazenda e, depois me jogaria do alto de uma cachoeira. Ele passou horas falando para mim as formas como ele ia me matar. Levei muito tempo para convencê-lo a me deixar ir a uma UPA, estava muito machucada", disse a vítima no depoimento.

Também às autoridades, a ex-namorada contou que teve os pertences e até o animal de estimação furtados por Endreo. Depois, não soube mais dele. "Só voltei a saber dele agora, com a notícia da Ana", expôs.

Feminicídio contra Miss

Ana Luiza foi encontrada morta após cair do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, nessa quarta-feira (22).

Ao assumir o caso, a Polícia Civil apontou Edreo como principal suspeito do crime. Ele foi detido e levado até a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), no Rio.

Horas depois, o suspeito foi encontrado sem vida na cela em que estava. Segundo a corporação, ele utilizou um pedaço de tecido retirado da própria roupa — possivelmente de uma bermuda, segundo o portal g1 — para provocar uma asfixia.

Antes, Endreo chegou a se declarar "culpado" pelo feminicídio de Ana, mas não formalizou nenhuma confissão. O caso ainda segue sob investigação policial.

Assuntos Relacionados