O que se sabe sobre o professor universitário procurado por família, mas que recusou retorno a casa
Felipe Morina Ribeiro foi localizado por policiais na semana passada, mas afirmou não querer voltar a morar com a família.
O encontro entre o professor universitário que foi localizado em uma rodovia no interior de São Paulo após passar cinco anos desaparecido e a família causou comoção nas redes sociais nos últimos dias. No entanto, após protagonizar cenas emocionantes com a mãe, Felipe Morina Ribeiro afirmou que não irá voltar a morar com os familiares.
Segundo o g1, não há detalhes sobre o motivo dessa decisão e sobre onde ele vai viver. No entanto, a polícia revelou informações que ajudam a compreender por que Felipe sumiu.
À polícia, de acordo com a Folha de S.Paulo, o professor revelou que desapareceu em um momento em que enfrentava problemas pessoais e que não manteve contato com os familiares desde então.
Ele foi encontrado às margens da rodovia Washington Luís (SP-310), em Taquaritinga, interior de São Paulo na última terça-feira (21), em aparente bom estado de saúde.
O reencontro ocorreu na cidade de Araraquara (SP). Emocionada, a mãe de Morina disse que não esperava mais encontrar o filho vivo.
À imprensa, Felipe pediu privacidade e não deu mais detalhes sobre os anos em que passou longe da família, mas afirmou que "andou por todo o país".
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Quem é o professor universitário que estava desaparecido
Felipe Morina Ribeiro é formado em design digital pelo Centro Universitário FIEO (Unifieo), em Osasco. No currículo Lattes, ele elencou experiência na área de design e trabalho com ilustração, multimídia, gráfico, vídeo e web.
O professor desapareceu em 20 de outubro de 2020 e havia sido visto pela última vez em um bairro nobre de Osasco chamado Km 18.
Ainda conforme g1, à época do desaparecimento, Felipe havia levado consigo um cachorro da raça Weimaraner. Também não há informações sobre o animal.
Segundo a Polícia Militar, um familiar de Felipe relatou que a família já não tinha esperanças de encontrá-lo vivo. No reencontro com a mãe, o professor afirmou que estava bem.
“Andei por todo o país. Perna grossa, barriga trincada. Estou vivo e não estou desaparecido”, disse.
Como registrar um desaparecimento
O registro de um desaparecimento deve ser feito tão logo a ausência da pessoa desaparecida seja percebida, para aumentar as chances de localização. Não é preciso, portanto, esperar 24 horas para registrar um boletim de ocorrência (BO).
É possível registrar um desaparecimento através da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS), em qualquer delegacia física ou por meio da delegacia eletrônica.
Também é possível fazer o boletim de ocorrência por telefone, por meio do número 190.
Na hora de fazer a denúncia, é preciso reunir o máximo de informações possíveis sobre a pessoa desaparecida. A orientação do Ministério Público do Ceará (MPCE) é que sejam informados:
- Características físicas (idade, altura, peso, cor da pele, dos olhos, cabelos, etc.);
- Cicatrizes, marcas de nascença, tatuagens, piercings, pintas visíveis, próteses, etc.;
- Roupas e pertences usados na última vez em que a pessoa foi vista;
- Doenças físicas ou mentais, hábitos pessoais e estado emocional recente;
- Último lugar em que a pessoa foi vista;
- Dados de aparelho celular, se for o caso;
- Contexto em que ocorreu o desaparecimento.
Caso tenha informações que possam auxiliar na busca por desaparecidos, a população pode contribuir com as autoridades de diversas formas: pelo número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS); enviando mensagens de texto ou áudio para o WhatsApp (85) 3101-0181; e, ainda, por meio de uma denúncia on-line no site do Disque-Denúncia.
Para informações sobre pessoas desaparecidas no Ceará, acesse o site da SSPDS.