Miss que morreu ao cair de prédio no Rio de Janeiro tinha passagem para sair da cidade

Ana Luiza Mateus foi encontrada sem vida na madrugada dessa quarta-feira (22).

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 12:46)
Jovem mulher com cabelo longo e cacheado, usando roupa preta, sentado em barco com vista para lago e árvores verdes ao fundo, em um ambiente natural.
Legenda: Bahiana tentava a vida como modelo no Rio de Janeiro há cerca de um ano.
Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Antes de morrer na queda do 13º andar de um prédio, no Rio de Janeiro, a psicóloga Ana Luiza Mateus estava com passagem comprada para voltar à Bahia, estado natal dela. Porém, escolheu permanecer no apartamento.

Na tarde dessa quarta-feira (22), a Polícia Civil considerou o namorado de Ana Luiza, Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, culpado pela morte dela. Ele foi preso em flagrante e levado a uma delegacia. 

Horas depois, ele foi encontrado sem vida na cadeia. Segundo a corporação, ele utilizou um pedaço de tecido retirado da própria roupa para provocar uma asfixia.

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Detalhes do crime

Para as autoridades, as testemunhas relataram que, no dia do ocorrido, o casal chegou discutindo no condomínio onde a modelo residia. Após o desentendimento, Endreo deixou o local, mas retornou pouco tempo depois.

Funcionários do prédio disseram ter orientado Ana Luiza a deixar o apartamento caso o homem voltasse. Às 5h03 da quarta, o corpo dela foi encontrado sem vida.

Segundo um amigo da vítima, em entrevista ao portal g1, Ana estava na capital fluminense há pouco mais de um ano para investir na carreira de modelo. Ela chegou a desfilar na São Paulo Fashion Week e trabalhou em uma agência de modelos no Rio.

Relacionamento era marcado por brigas e ciúmes

As investigações apontam que Endreo e Ana Luiza namoravam há cerca de três meses e mantinham um relacionamento cercado de instabilidades. Em depoimento, o suspeito afirmou que a discussão entre o casal teria sido motivada pela intenção da vítima de encerrar a relação.

Pessoas próximas à vítima afirmam que Endreo demonstrava ciúmes e não aprovava a exposição dela nas redes sociais

Ana acumulava 35 mil seguidores em postagens sobre viagens à praia, sua rotina de treinos e publicidades para marcas de cosméticos e produtos de suplementação alimentar.

À Polícia, o suspeito admitiu que era o responsável pela morte de Ana, mas não formalizou uma confissão. "Ele tinha um ciúme doentio dela, seja pela beleza dela, pelas boas relações que ela tinha, amizades e tal. E, por conta disso, ele acaba dizendo que é culpado", disse o delegado Renato Martins ao g1.

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