Professor brasileiro que estava desaparecido na Argentina é encontrado morto

Danilo Neves Pereira, de 35 anos, teria saído para um encontro no dia em que desapareceu.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 18:07)
Imagem de rede social do professor brasileiro Danilo Neves Pereira, encontrado morto na Argentina. No registro, ele sorri para a câmera, usando óculos de armação redonda e uma camisa social cinza de mangas dobradas. Ele está posicionado à frente de uma estrutura de painéis translúcidos e coloridos que refletem tons vibrantes de rosa, azul e amarelo.
Legenda: Danilo Neves Pereira, de 35 anos, foi encontrado já morto em um hospital dias após ter dado entrada sem identificação no local.
Foto: Reprodução / Redes sociais.

O professor universitário goiano Danilo Neves Pereira, de 35 anos, que havia desaparecido no último dia 14 em Buenos Aires, foi encontrado morto nesta segunda-feira (20) em um hospital da cidade

Segundo informações da imprensa argentina, o jovem, no dia em que desapareceu, avisou aos amigos que iria para um encontro com um chileno que havia conhecido em um aplicativo.

O último contato feito por Danilo foi o envio do endereço do local do encontro e, depois, parou de mandar ou receber mensagens.

De acordo com o jornal La Nación, o brasileiro teria dado entrada no hospital sem nenhuma identificação no dia 15 com um quadro de “descompensação psicotrópica causada pelo uso de cocaína” e falecido no mesmo dia.

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Danilo morava em Buenos Aires há seis meses e, na capital argentina, finalizava um doutorado de linguística aplicada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com previsão de defesa da tese para maio.

O professor atuou entre 2010 e 2022 como professor de inglês no Centro de Línguas da Universidade Federal de Goiás (UFG), que emitiu nota destacando as contribuições dele “para a formação de inúmeros alunos”. 

“Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a educação, pelo profissionalismo e pelo respeito com que conduzia seu trabalho”, diz o comunicado da instituição.

O Itamaraty se pronunciou sobre o caso informando que o Consulado-Geral do Brasil “está em contato com as autoridades locais” e que os processos de autópsia e reconhecimento do corpo estavam em curso.

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