Morre Juliana Marins, brasileira que caiu em vulcão na Indonésia
A publicitária se desequilibrou e escorregou durante uma trilha do vulcão indonésio Monte Rinjani
A brasileira Juliana Marins, que caiu em uma região vulcânica na Indonésia, na última sexta-feira (20), foi encontrada sem vida nesta terça (24). A informação foi compartilhada pela família da publicitária nas redes sociais.
"Hoje, a equipe de resgate conseguiu chegar até o local onde Juliana Marins estava. Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu. Seguimos muito gratos por todas as orações, mensagens de carinho e apoio que temos recebido", escreveram os familiares.
Veja também
Veja postagem da família
Antes dessa atualização, a informação que se tinha era de que o helicóptero responsável pelo resgate da brasileira não havia conseguido chegar ao local do acidente devido às condições climáticas. "Não é tão fácil e rápido quanto pensávamos", publicou a direção do Parque Nacional do Monte Rinjani no Instagram.
O parque também anunciou que, a partir desta terça, a rota para o cume do vulcão Rinjani foi temporariamente fechada para turistas para agilizar o resgate e evitar curiosos.
Repercussão da morte
Juliana era de Niterói, no Rio de Janeiro. Nas redes sociais, a prefeitura do Município lamentou o falecimento.
"Desde o primeiro momento, acompanhamos com apreensão as informações sobre o caso, na esperança de um desfecho diferente. Juliana era uma jovem cheia de sonhos, com grande amor pela natureza, por Niterói e pela descoberta do mundo. Sua trajetória deixa um legado de alegria, energia e inspiração para todos que tiveram o privilégio de conhecê-la", comentou a gestão.
Veja também
Lembre o caso
Juliana Marins estava fazendo um mochilão por países asiáticos desde fevereiro. Na última semana, ela percorria uma trilha com um grupo de turistas, próximo ao vulcão do Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, quando se desequilibrou e caiu de uma altura de aproximadamente 300 metros, na última sexta-feira.
"Durante a trilha, tínhamos diferença de nível. No momento do acidente, eu estava bem na frente, ela estava sozinha atrás, com o guia. Era muito cedo, antes do sol nascer, em condição de visibilidade ruim, com uma simples lanterna para iluminar terrenos difíceis e escorregadios", contou um dos integrantes do grupo ao "Fantástico", da TV Globo.
Nessa segunda, uma equipe de resgate operou um drone para localizar a brasileira e a encontrou imóvel, presa a um paredão rochoso, a uma profundidade de cerca de 500 metros.
A demora para o resgate chegou a ser bastante criticada por brasileiros. No último sábado (21), autoridades da Indonésia chegaram a noticiar que a jovem tinha recebido comida, água e agasalhos, o que foi desmentido por familiares da publicitária no dia seguinte. "Todos os vídeos que foram feitos são mentiras, inclusive o do resgate chegando nela. O vídeo foi forjado para parecer isso, junto com essa mensagem associada a ele", chegou a dizer Mariana Marins, irmã de Juliana, ao g1.
A operação, que envolveu equipe de alpinistas, enfrentou terreno difícil e condições climáticas instáveis, que dificultaram a visibilidade e aumentaram os riscos para os voluntários.
Pai viajou para a Indonésia
O pai de Juliana, Manoel Marins Filho, chegou a viajar, na segunda-feira (23), para a Indonésia, para acompanhar a operação de resgate. “Obrigado a pessoas que eu nem conhecia e nem esperava, que estão se solidarizando, que estão se mexendo, estão fazendo o que é possível, estão nos apontando caminhos para que nós possamos trazer a Juliana sã e salva, que é o que nós esperamos”.
Na manhã desta terça-feira (21), ele publicou vídeo embarcando para Bali e pedindo orações pela filha.