Juliana Marins realizava sonho de mochilão na Ásia; veja fotos da viagem da brasileira

Antes de chegar à Indonésia, ela havia passado por países como Filipinas, Vietnã e Tailândia

Escrito por
Luana Severo luana.severo@svm.com.br
(Atualizado às 15:45)
Montagem de fotos mostra momentos da viagem de Juliana pela Ásia
Legenda: Juliana realizava o sonho de fazer mochilão pela Ásia
Foto: Reprodução/Instagram

Juliana Marins, 26, realizava o sonho de fazer um mochilão pela Ásia quando, durante uma trilha próximo ao vulcão do Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, na última sexta-feira (20), se desequilibrou, caiu e ficou presa por quatro dias. Ela foi encontrada sem vida nesta terça-feira (24).

A última publicação da brasileira no Instagram foi um carrossel de imagens da sua breve passagem pela Indonésia. Foram escolhidas por ela fotos exuberantes de pôr do sol na praia, pratos típicos da região e encontros com outros viajantes. "Never try, never fly", escreveu na legenda — o que, traduzido do inglês, significa algo como: "Se nunca tentar, nunca voará".

Juliana faz pole dance na Tailândia
Legenda: Juliana também era dançarina de pole dance
Foto: Reprodução/Instagram

Mochilão pela Ásia

Antes de chegar à Indonésia, Juliana havia passado por países como Filipinas, Vietnã e Tailândia. Cada etapa do mochilão — iniciado em fevereiro deste ano — era compartilhada pela brasileira nas redes sociais.

"A viagem ao Vietnã começou incrível, até que, na próxima curva, tive algumas crises de ansiedade e, logo na virada seguinte, vivi uma das melhores fases dessa aventura. Fazer uma viagem longa sozinha significa que o sentir vai sempre ser mais intenso e imprevisível do que a gente está acostumado. E está tudo bem. Nunca me senti tão viva", relatou ela na postagem anterior à da viagem à Indonésia.

Juliana em uma paisagem de praia na Tailândia
Legenda: A brasileira fazia mochilão sozinha pela Ásia
Foto: Reprodução/Instagram

Em outros momentos, a jovem compartilhou que sentia saudades da família e que estava aprendendo muito com cada lugar que visitava. "Tenho aprendido a me concentrar no meu corpo e em tudo o que ele é capaz de fazer [por dentro e por fora]. Hoje, sou grata por viver cada momento, por aceitar todas as emoções e não relutar em deixar elas irem e virem", narrou, durante sua estadia na Tailândia.

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Mobilização para resgate

Desde que a jovem se acidentou, houve uma mobilização, no Brasil, para pressionar as autoridades indonésias a resgatá-la o quanto antes. No entanto, devido à demora, ela não só ficou cada dia mais debilitada como acabou escorregando para regiões de acesso ainda mais difícil. Isso tornou a operação de resgate mais complexa.

O comunicado do falecimento da publicitária e dançarina profissional de pole dance foi feito pelos familiares dela nas redes sociais. "Hoje, a equipe de resgate conseguiu chegar até o local onde Juliana Marins estava. Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu", escreveram, nesta terça.

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Entenda o caso

Juliana estava com um grupo de turistas percorrendo uma trilha próximo ao vulcão do Monte Rinjani quando se desequilibrou e caiu de uma altura de aproximadamente 300 metros. Segundo integrantes do grupo, havia um desnível no caminho — que era difícil e escorregadio — e as condições de visibilidade eram ruins.

Nessa segunda (23), uma equipe de resgate operou um drone para localizar a brasileira e a encontrou presa a um paredão rochoso, a uma profundidade de cerca de 500 metros e sem apresentar movimentos. A operação enfrentou condições climáticas instáveis, que dificultaram a visibilidade e aumentaram os riscos para os voluntários.

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