Turistas citam neblina, frio intenso e terreno instável em trilha onde brasileira caiu, na Indonésia

Depoimentos foram dados em entrevista ao Fantástico, que foi ao ar nesse domingo (22)

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 14:38)
Imagem da turista brasileira de Julina Mariss, que desapareceu após um acidente no entorno do vulcão Rinjani, na Indonésia
Legenda: Juliana Maris desapareceu após um acidente no entorno do vulcão Rinjani, na Indonésia
Foto: Reprodução/Redes sociais e Shutterstock

A turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, segue presa em trilha próxima ao vulcão do Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia. Na última sexta-feira (20), a jovem natural de Niterói, no Rio de Janeiro, escorregou no cascalho e caiu à beira do trajeto. Em entrevista ao Fantástico, que foi ao ar no domingo (22), turistas do grupo dela detalharam as condições do percurso.

"Eu conheci a Juliana um dia antes do passeio, porque nós duas estávamos viajando sozinhas. Começamos a trilha no dia seguinte, fizemos todo o caminho até o topo. Foi muito difícil. Subimos 1,5 mil metros, mas chegamos ao acampamento e ficamos felizes de termos chegado. Mas não ficamos muito felizes com a vista", afirmou a enfermeira Federica Matricardi. 

No local, havia muita neblina, impossibilitando ver a paisagem. Por isso, pararam para retomar apenas na manhã seguinte.

"Começamos a subir por volta das 5h45, talvez um pouco antes, tipo 5h15. Estava muito frio e foi muito difícil. Começamos a caminhar juntos, mas alguns rapazes foram mais rápido. Eu fiquei meio que no meio e Juliana logo atrás, com o guia". 
Federica Matricardi
Enfermeira

Além de Federica, o francês Antoine Le Gac também participava do grupo. O operador petroquímico citou, na entrevista, a instabilidade do terreno. "Durante a trilha, tínhamos diferença de nível. No momento do acidente, eu estava bem na frente, ela estava sozinha atrás com o guia. Era muito cedo, antes do sol nascer, em condição de visibilidade ruim, com uma simples lanterna para iluminar terrenos difíceis e escorregadios".

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Contato com familiares 

A brasileira, formada em publicidade, está realizando uma aventura sozinha pela Ásia, já tendo passado pelas Filipinas, Vietnã e Tailândia. A trilha próxima ao vulcão do Monte Rinjani dura cerca de dois dias, por isso, Juliana decidiu ir com um grupo de cinco turistas e um guia

Segundo o Fantástico, o contato com os amigos e familiares foi feito por espanhóis nas redes sociais. A família recebeu a notícia do acidente na noite de sexta-feira.

A irmã de Juliana, Mariana Marins, explicou que inicialmente foi informada que Juliana tropeçou, escorregando na lateral da trilha. "O guia teria ficado com ela para chamar o resgate. Porém, isso não é verdade", afirmou.

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Conforme informações recebidas de pessoas que trabalham no parque, a jovem estava no grupo, ficou cansada e pediu para parar. "Eles seguiram em frente e o guia não ficou com ela. O guia seguiu com o grupo até o cume que eles iram alcançar e Juliana ficou sozinha por mais de uma hora". Foi ao tentarem localizar a jovem, que viram que ela tinha caído.

"As informações que a gente tem, também do parque, é que Juliana entrou em desespero, porque ela não sabia para onde ir, não sabia o que fazer. Quando o guia voltou, porque percebeu que ela estava demorando muito, ele viu que ela tinha caído lá embaixo".
Mariana Marins
Irmã de Juliana

'Mais um dia sem resgate'

Na manhã desta segunda-feira (23), o perfil Resgate Juliana Marins divulgou que o resgate foi interrompido às 16h do horário local por condições climáticas. "Mas antes, já havia sido dito que eles parariam ao entardecer por não operarem a noite". 

"Um dia inteiro e eles avançaram apenas 250 metros abaixo, faltavam 350 metros para chegar na Juliana e eles recuaram mais uma vez! Mais um dia!", escreveram. 

Os familiares, que são responsáveis por administrar o perfil, ressaltou que precisam de ajuda para que o resgate chegue até Juliana com urgência. Segundo eles, o parque segue com as atividades normais. 

"Turistas continuam fazendo a trilha enquanto Juliana está precisando de socorro! Nós não sabemos o estado de saúde dela! Ela segue sem água, comida e agasalhos por três dias". 

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