EUA e Irã entram em um acordo de cessar-fogo de duas semanas

Após mais de um mês de ataques dos EUA e de Israel, o Irã afirmou que aceitou conversar com Washington.

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EUA e Irã entram em um acordo de cessar-fogo de duas semanas.
Legenda: Segundo o Irã, o plano inclui o levantamento das sanções de longa data.
Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP.

Os Estados Unidos e Irã entraram em um acordo de cessar-fogo de duas semanas, nesta terça-feira (7), antes de expirar o prazo estabelecido pelo presidente Donald Trump para destruir o país, com Teerã disposto a reabrir temporariamente o vital estreito de Ormuz e a negociar.

Após mais de um mês de ataques dos Estados Unidos e de Israel, o Irã afirmou que aceitou iniciar conversas com Washington, que começarão na sexta-feira no Paquistão, para pôr fim ao conflito.

O Paquistão, que atua como mediador, confirmou que o Irã concordou com um “cessar-fogo imediato”, segundo seu primeiro-ministro, Shehbaz Sharif.

Trump disse que havia conversado com os líderes do Paquistão, que lhe “pediram que detivesse a força destrutiva que esta noite seria enviada ao Irã”.

“Sujeito a que a República Islâmica do Irã aceite a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA E SEGURA do estreito de Ormuz, aceito suspender o bombardeio e ataque contra o Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

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O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, confirmou uma passagem segura durante duas semanas para navios através do estreito de Ormuz, a via de saída de um quinto do petróleo mundial, que Teerã havia fechado em retaliação à guerra iniciada em 28 de fevereiro.

“Se os ataques contra o Irã cessarem, nossas poderosas Forças Armadas encerrarão suas operações defensivas”, disse Araghchi.

Trump afirmou que os Estados Unidos estavam “muito avançados” na negociação de um acordo de paz de longo prazo com o Irã, que havia apresentado um plano de 10 pontos que ele classificou como “viável”.

Segundo o Irã, o plano inclui o levantamento das sanções de longa data, a garantia do “controle” do país sobre o estreito de Ormuz e a retirada das forças americanas da região.

Além disso, exige que Washington aceite seu programa de enriquecimento de urânio.

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