Após captura pelos EUA, Maduro passa a noite em centro de detenção em NY

Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 08:29)

Após serem capturados pelo governo Donald Trump, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, chegaram ao centro de detenção em Nova York na noite deste sábado (3). Ambos foram presos em Caracas, na madrugada de sexta-feira (2) para sábado, de acordo com o governo americano.

Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, Maduro e Cilia Flores foram acusados dos seguintes crimes:

  • Conspiração para narcoterrorismo;
  • Conspiração para importação de cocaína;
  • Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
  • Conspiração para posse de metralhadoras.

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Ainda conforme informado pela procuradora, Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York. 

Maduro chegando com escolta ao DEA em Nova York.
Legenda: Maduro foi conduzido sob custódia ao escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA).
Foto: Reprodução/X

Anteriormente, um perfil oficial da Casa Branca na rede social X, antigo Twitter, publicou um vídeo que mostrava Maduro escoltado por agentes. O Venezuelano foi conduzido sob custódia ao escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde foi fichado. 

Durante uma coletiva de imprensa,o presidente Donald Trump afirmou que os EUA pretendem conduzir o país até um momento de transição, mas não deu mais detalhes sobre o plano. 

Trump também compartilhou que chegou a conversar com Maduro uma semana atrás, afirmando que o venezuelano tentou negociar uma solução pacífica, pedido negado pelo americano. 

Entenda o ataque dos Estados Unidos à Venezuela

Os Estados Unidos informaram neste sábado (3) a realização de um ataque contra a Venezuela, que teria resultado na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

O anúncio foi feito pelo presidente Donald Trump por meio de uma rede social e ocorre em meio a uma relação marcada por tensões constantes entre os dois países.

Desde 2013, temas como eleições contestadas, sanções econômicas, embargo ao petróleo, acusações de envolvimento com o narcotráfico e crise migratória vêm colocando Washington e Caracas em lados opostos.

Esse histórico de disputas se intensificou ao longo da última década e culminou, segundo Trump, em um “ataque em larga escala” conduzido pelos Estados Unidos.