Quem é Nicolás Maduro, presidente da Venezuela capturado pelos EUA

Maduro é presidente há 12 anos e foi capturado pelos EUA, neste sábado (3).

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 14:56)
Nícolas Maduro.
Legenda: Nícolas Maduro assumiu a presidência em 2013.
Foto: Shutterstock.

Nícolas Maduro é o atual presidente da Venezuela e está no poder desde 2013. Maduro e sua esposa foram capturados pelo governo dos Estados Unidos, na madrugada deste sábado (03). A informação foi dada pelo então presidente dos EUA, Donald Trump, através das redes sociais. 

O regime aplicado por ele é fortemente criticado por outras nações e por organizações internacionais, que também questionam a validade das votações que o elegeram.

A captura do casal foi acompanhada por uma série de bombardeios que aconteceram em Caracas, capital venezuelana. Vídeos registraram aeronaves estadunidenses que causaram pelo menos sete explosões em meia hora. 

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Em setembro de 2025, a tensão entre Venezuela e Estados Unidos aumentou depois que Washington iniciou uma operação contra supostos barcos de narcotráfico no Caribe. Diversos embates políticos, econômicos e culturais fizeram Donald Trump pressionar Maduro a deixar o poder. As informações são da CNN Brasil.

Quem é Nicolás Maduro?

Nicolás Maduro Moros nasceu em 23 de novembro de 1962, na cidade de Caracas, capital da Venezuela. Ele é filho de Nicolás Maduro García e Teresa de Jesus Moros. E casado com Cília Flores, com quem teve um filho, Nicolás Jr.

Antes de iniciar a vida política, Maduro trabalhou como motorista de ônibus e fez parte do sindicato de trânsito. Em 1983, também trabalhou como guarda-costas do candidato presidencial José Vicente Rangel.

Em 1999, Maduro foi eleito para fazer parte da Assembleia Nacional Constituinte, órgão convocado para redigir uma nova Constituição. Além disso, foi Ministro das Relações Exteriores entre 2006 e 2013.

A caminhada para a presidência foi iniciada em 2012, quando ele foi escolhido por Hugo Chávez como seu vice-presidente.

Entretanto, alguns meses depois, Chávez passaria pela quarta cirurgia no tratamento de câncer e escolheu Maduro para sucedê-lo na presidência.

Hugo Chávez morreu em 5 de março de 2013, e, três dias depois, Nicolás Maduro tomou posse pela primeira vez como presidente.

Governo de problemas sociais e protestos

No ano seguinte, em 2014, a Venezuela registrou vários protestos estudantis. A população culpava o governo de Maduro por graves problemas sociais e econômicos que assolavam a nação. Em meio aos confrontos entre a polícia e os manifestantes, pelo menos seis pessoas morreram.

Em 20 de maio de 2018, Maduro foi reeleito e ganhou mais seis anos de mandato. No ano da reeleição, a participação eleitoral caiu de 80% (em 2013) para 46% (em 2018).

Líderes da oposição e representantes políticos de outros países disseram que essa votação foi fraudulenta. Mesmo assim, Maduro reivindicou vitória. 

No dia seguinte, uma aliança de 14 países latino-americanos e o Canadá, conhecida como Grupo de Lima, emitiu um comunicado classificando a eleição como ilegítima.

Tentativa de assassinato

No início do segundo mandato, Nicolás Maduro sofreu uma suposta tentativa de assassinato, causada por vários drones armados com explosivos, que voaram em sua direção durante um discurso em uma parada militar.

Maduro afirmou que o ataque era uma ação de pessoas da extrema-direita e disse que Juan Manuel Santos, ex-presidente cessante da Colômbia, seria o principal 'mandante' do ato. Seis pessoas foram presas após o suposto atentado, segundo o ministro do Interior venezuelano.

Em outubro de 2018, um dos suspeitos de envolvimento no suposto atentado contra Maduro, identificado como Fernando Albán, morreu ao cair do décimo andar de um edifício.

No fim de outubro, Juan Guaidó - líder da oposição - se declarou presidente da Venezuela em meio a protestos antigovernamentais generalizados.

Os Estados Unidos e outros países, incluindo Canadá, Argentina e Brasil - sob o governo de Jair Bolsonaro -, reconheceram Juan Guaidó como presidente legítimo da Venezuela.

Maduro retorna à presidência em 2024

Em 2024, Nicolás Maduro foi eleito novamente presidente da Venezuela. Com um mandato de janeiro de 2025 a janeiro de 2031.

A votação foi amplamente questionada e o Carter Center, que serviu como observador das eleições, pediu que fosse feita uma publicação dos resultados das mesas eleitorais, fato que não ocorreu.

A principal candidata da oposição, María Corina Machado, foi barrada de concorrer após ser proibida de ocupar cargos públicos no país por 15 anos.

Depois disso, os adversários de Maduro inscreveram Edmundo González Urrutia, para substituir Maria na disputa.

Após a divulgação do resultado pelo Conselho Eleitoral, a oposição afirmou que teve acesso a 73% das atas e que Edmundo González era o verdadeiro vencedor. Protestos e manifestações tomaram conta das ruas do país.

De acordo com os números do próprio governo venezuelano, pelo menos 2.400 pessoas foram detidas, incluindo vários menores de idade. Organizações não governamentais relataram que 24 pessoas foram mortas.

Maduro assumiu o novo mandato em 10 de janeiro de 2025.

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