Veja repercussão internacional da invasão de Trump a Venezuela
Bombardeio da capital e captura de Nicolás Maduro ocorreram na madrugada deste sábado (3).
As primeiras horas deste sábado (3) têm sido de tensão em todo o mundo após os Estados Unidos bombardearem a Venezuela e capturarem o presidente do país, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores. O paradeiro do casal ainda é desconhecido pelas autoridades venezuelanas.
Depois do ataque, confirmado por Donald Trump, países como Argentina, Colômbia, Rússia, Cuba, Itália e Portugal se manifestaram logo cedo sobre o ataque em canais oficiais nas redes sociais.
Por volta das 10h, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, publicou posicionamento em repúdio ao episódio, classificando os ataques e a captura de Maduro como “afronta gravíssima à soberania”, o que “ultrapassa uma linha inaceitável”.
Veja o pronunciamento completo de Lula.
Veja também
Em oposição, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou o bombardeio. “A liberdade avança. Viva a liberdade”, publicou no X (Twitter).
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, exigiu "reação da comunidade internacional contra o ataque criminoso". "Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano", publicou.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reafirmou o "compromisso irrestrito com a soberania dos Estados, a proibição do uso ou ameaça de uso da força" e a defesa do diálogo.
Petro destacou também que o governo adotou medidas para proteger a população e assegurar a estabilidade da fronteira.
No Chile, o presidente Gabriel Boric afirmou "condenar" as ações dos EUA na Venezuela e fez "um chamado a uma saída pacífica", por meio do diálogo, como preconiza o direito internacional.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã, que mantém estreitos vínculos com a nação sul-americana rica em petróleo, condenou "firmemente" o ataque, classificando como "flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial do país".
Repercussão na Europa
Na Europa, nações têm se manifestado de forma individual. A União Europeia ainda não emitiu comunicado oficial.
A Rússia, tida por alguns cientistas políticos como possível apoiadora do ataque, condenou a ação e definiu como “ato de agressão armada”. O país defendeu que as nações evitem uma escalada da violência, priorizando o diálogo.
Em nota curta, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que “está acompanhando a situação na Venezuela em articulação com o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros”.
A Espanha solicitou "respeito ao direito internacional" e o freio do conflito. Já Alemanha e Itália confirmaram que equipes acompanham a situação de cidadãos europeus que vivem em Caracas, capital venezuelana.
Mais informações em instantes.