Venezuela pede reunião do Conselho de Segurança da ONU após ataque dos EUA

Intervenção militar estrangeira deve ser autorizada pelo conselho, o que foi descumprido por Trump.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 09:33)
Imagem mostra fogo no Fuerte Tiuna, na Venezuela, após ataque a bomba dos EUA.
Legenda: Fuerte Tiuna, maior complexo militar da Venezuela, após uma série de bombardeios dos EUA em Caracas, capital venezuelana.
Foto: Luis James/AFP.

O governo da Venezuela solicitou oficialmente, neste sábado (3), uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para tratar sobre o bombardeio dos Estados Unidos à capital Caracas, na madrugada de hoje.

“Diante da agressão criminosa cometida pelo governo dos EUA contra a Pátria, solicitamos uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, responsável por fazer valer o Direito Internacional”, afirmou o chanceler venezuelano, Yván Gil, no Telegram.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa dele, Cilia Flores, foram capturados e extraídos do país por forças especiais estadunidenses, como confirmou o mandatário dos EUA, Donald Trump, no X (Twitter).

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Outros países, como Colômbia e Portugal, também defenderam, em notas oficiais, que a ONU e a Organização dos Estados Americanos (OEA) se reúnam para tratar da investida militar no território do país sul-americano.

De acordo com o Direito Internacional, para que uma intervenção militar seja considerada legítima, é necessário seguir o que determina a Carta das Nações Unidas. 

O uso da força é proibido, exceto se for autorizado pelo Conselho de Segurança da ONU, diante de ameaça ou ruptura da paz, ou justificado como legítima defesa.

O órgão internacional possui 15 membros, cinco deles permanentes: EUA, China, Rússia, França e Reino Unido. Qualquer um deles pode vetar essa autorização, impedindo a intervenção.

O que aconteceu na Venezuela

Os Estados Unidos realizaram ataque contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro e a esposa, neste sábado (3). 

A captura de Maduro ocorreu por volta das 2h da manhã, de acordo com a imprensa internacional, após bombardeios dos EUA em Caracas, capital venezuelana. O paradeiro dele ainda é desconhecido por autoridades da Venezuela.

Pelo menos sete explosões foram registradas em meia hora, atingindo pontos como o Forte Tiuna, a Base Aérea de La Carlota e cidades como La Guaira e Maracay. Vídeos mostram aeronaves liberando os explosivos.