Entenda o que pode ter causado a convulsão de Henri Castelli no BBB

O caso de convulsão do ator causou preocupação entre internautas e telespectadores do programa.

Escrito por
Raísa Azevedo raisa.azevedo@svm.com.br
(Atualizado às 19:42)
Ator Henri Castelli durante a primeira prova do líder do BBB 26 sofreu uma crise de convulsão durante a competição e recebeu atendimento médico.
Legenda: O ator passou mal e foi socorrido durante a primeira prova do líder do BBB 26.
Foto: Globo/Manoella Mello.

O ator Henri Castelli, participante do Big Brother Brasil 26, apresentou sinais de convulsão durante a Prova do Líder na manhã desta quarta-feira (14). O artista deixou a dinâmica de resistência e precisou ser encaminhado ao hospital.

Horas depois, Henri chegou a retornar à casa do BBB 26, mas passou mal novamente e foi submetido a um novo atendimento médico.

O caso de convulsão do ator causou preocupação entre internautas e telespectadores do programa. Dúvidas de como agir diante da situação, questões de primeiros socorros e as causas que levaram à crise foram levantadas entre o público.

Para esclarecer os questionamentos acerca de crises convulsivas, o Diário do Nordeste ouviu a médica Márcia Rodrigues, neurologista do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam).

A seguir, confira informações compartilhadas pela especialista sobre a condição de saúde que atingiu o ator Henri Castelli.

O que é convulsão?

Conforme a neurologista Márcia Rodrigues, uma crise convulsiva é caracterizada por início súbito e, na maior parte dos casos, por abalos musculares, cianose labial (coloração azulada ou arroxeada dos lábios) e perda de consciência.

Pode haver ainda a dificuldade de abrir a boca devido a espasmos ou rigidez dos músculos mastigatórios, limitando o movimento da mandíbula e impactando fala, além da perda involuntária do controle muscular e emissão de ruídos.

Quais as principais causas?

As principais causas incluem o paciente já apresentar epilepsia prévia e algumas desordens metabólicas, como hiponatremia (condição de baixa concentração de sódio no sangue) e hipoglicemia, além de estresse, exercícios físicos forçados e privação de sono.

Também pode ser sinal de sofrimento cerebral decorrente de tumores, traumatismos, AVC ou hipóxia.

Quais fatores influenciam uma convulsão?

Fatores como esforço físico intenso, privação de sono, estresse, desidratação ou alterações metabólicas podem desencadear crises de convulsão.

A especialista também cita fatores como hipoglicemia, hipóxia, sudorese excessiva, ingestão abusiva de água, estresse, desidratação ou qualquer alteração metabólica que comprometa a fisiologia corporal e, consequentemente, afete a homeostase cerebral.

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Quais são os tipos de convulsão?

As convulsões mais comuns podem ser focais ou generalizada. A neurologista explica que as focais são aquelas em que apenas um grupo muscular sofre abalos e, nas generalizadas, a pessoa perde a consciência e os abalos são no corpo por inteiro.

Existem também as crises de ausência, em que a pessoa fica parada, e geralmente é momentâneo.

O que fazer e o que não fazer ao presenciar uma pessoa em convulsão?

A médica indica que, em situações de convulsão, o ideal é proteger a pessoa para que ela não sofra algum trauma no momento da crise. Veja as recomendações:

  • Retirar objetos que possam causar traumas ou machucar a pessoa;
  • Apoiar a cabeça do paciente;
  • Não se deve restringir o paciente e nunca colocar a mão ou objetos na boca que evitem a mordedura;
  • Não se deve oferecer líquidos ou alimentos ao paciente, pois corre o risco de engasgamento;
  • Monitorar o tempo de crise: caso ultrapasse 5 minutos ou se houver mais de uma, o serviço de emergência deverá ser acionado.

Quando a convulsão é perigosa?

Márcia Rodrigues detalha que a convulsão pode se tornar perigosa quando dura mais de cinco minutos, ocorre de forma repetida, é de difícil controle ou evolui com sinais e sintomas neurológicos.

Já as crises convulsivas decorrentes de distúrbios passageiros, como hipoglicemia, hiponatremia ou febre, em geral, não são consideradas malignas, pois tendem a cessar com o tratamento da causa que desencadeou a convulsão.

"Por exemplo, uma pessoa que ficou longos períodos sem se alimentar, passou por estresse intenso, realizou exercícios físicos excessivos ou apresentou desidratação pode ter uma convulsão sem que isso signifique epilepsia. Ao corrigir o fator causal, a crise não costuma se repetir", esclarece a médica.

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