Romário e Paulo Rocha discutem em votação no plenário: 'não bota o dedo na minha cara'

Parlamentares tiveram conflito durante apreciação de matéria sobre profissionais de educação física

Escrito por Redação,

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romário briga com senador paulo rocha
Legenda: Romário se incomodou com o colega que colocou o dedo em riste
Foto: Pedro França/Agência Senado

Os senadores Paulo Rocha (PT-PA) e Romário (PL-RJ) discutiram, nessa quinta-feira (2), durante sessão no Senado Federal sobre a regulamentação dos profissionais de Educação Física. O ex-jogador se exaltou e proferiu palavrões após o petista apontar o dedo para ele em riste. 

"Não bota o dedo na minha cara não, que eu não te desrespeito. Para de graça que não joguei p* nenhuma contra ninguém. Vai fazer graça para a casa do c*, que não é o fortão dessa p*", gritou.

Versão do Senador Romário

Romário esclareceu, em nota, que a discussão com o colega começou porque “Paulo Rocha, ao invés de usar o microfone para um debate às claras, como deve ser, resolveu colocar o dedo em riste e vir em minha direção defender o seu ponto”.

“É legítimo que ele defenda sua posição, mas para isso há meios cordiais e públicos, dentro do regimento. Discussão é comum no parlamento, acontece. Não tenho nada contra o Senador Paulo Rocha e sempre buscarei o diálogo e o debate dentro das regras regimentais. Mas ninguém vai colocar o dedo na minha cara e muito menos achar que vai ganhar no grito", completou Romário.

Paulo Rocha

Já Paulo Rocha declarou que a discussão ocorreu por "desentendimento no plenário". “O senador Romário deu a entender que o PT estava contra a categoria dos profissionais de educação física, o que não é verdade”.

"Apesar da divergência ideológica e o debate acalorado, Paulo Rocha não tem nada contra o senador Romário. O PT votou a favor do projeto sobre os profissionais de educação física", explicou.

O projeto em questão foi aprovados por 36 votos a 15. Se sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, a matéria determina que professores de educação física de escolas públicas e privadas deverão se inscrever nos conselhos para exercer o magistério, o que pressupõe o pagamento de anuidades.