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Roberto Cláudio diz que foco do União e do PSDB é dar governabilidade à eventual gestão Ciro

A estratégia, segundo o ex-prefeito, prevê concentrar candidaturas estaduais no PSDB e federais no União Brasil.

O ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União Brasil) indicou que a prioridade do União Brasil e do PSDB no Ceará é garantir governabilidade a uma eventual gestão de Ciro Gomes (PSDB) no Governo do Estado. Segundo ele, lideranças locais das duas legendas oposicionistas planejam a montagem das chapas proporcionais com foco no fortalecimento de uma sigla na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) e de outra na Câmara dos Deputados.

A declaração foi dada na sexta-feira (24), após um encontro de Ciro Gomes com representantes do setor produtivo e lideranças de municípios cearenses. O evento foi articulado pelo deputado estadual Felipe Mota (União Brasil).

Roberto Cláudio durante evento do PSDB. De pé, ele discursa para apoiadores. Atrás dele, sentados, estão outras lideranças políticas, como Ciro Gomes, Tasso Jereissati e José Sarto.
Legenda: Roberto Cláudio disse que o União Brasil e o PSDB têm estratégias complementares para as eleições deste ano no Ceará.
Foto: Thiago Gadelha.

De acordo com Roberto Cláudio, a estratégia prevê a concentração das candidaturas estaduais mais competitivas da oposição no PSDB, enquanto os nomes com maior potencial eleitoral para a Câmara dos Deputados devem disputar pelo União Brasil.

“As oposições são naturalmente minoritárias. Então há uma estratégia de fazer uma grande chapa de deputados estaduais, prioritariamente de oposição, dentro do PSDB”, afirmou.

Segundo o ex-prefeito, a meta é montar uma chapa capaz de eleger entre nove e 11 deputados estaduais, a depender da confirmação de nomes que ainda estão em negociação. Apesar do foco no fortalecimento do PSDB na Alece, ele ressaltou que o União Brasil e o PP também terão candidaturas ao Legislativo estadual.

Roberto Cláudio negou que a estratégia esteja relacionada a um eventual receio de o União Brasil integrar a base governista estadual. Atualmente, lideranças do Governo e da oposição disputam o comando da federação entre União Brasil e PP no Ceará.

Para ele, a federação deve se manter no campo oposicionista, tanto que a estratégia inclui a concentração de esforços na ampliar a bancada cearense na Câmara dos Deputados. Hoje, União Brasil e PP somam cinco parlamentares federais pelo Estado.

“A ideia é ampliar essa bancada. O União Brasil e o PP são hoje a maior força partidária, e isso impõe o desafio de construir uma grande chapa proporcional”, disse.

Segundo Roberto Cláudio, todo esse desenho das chapas está associado a uma eventual candidatura de Ciro Gomes ao Palácio da Abolição. “O governador governa com deputados estaduais. Por isso, ter uma bancada maior no PSDB é importante, porque é ela que legitima uma candidatura ao governo”, afirmou.

Planos eleitorais de Roberto Cláudio

Ao falar sobre seu próprio futuro político, Roberto Cláudio evitou antecipar definições e disse que sua prioridade é fortalecer a oposição.

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“O que me importa agora é ajudar a construir um projeto para mudar o Ceará, enfrentar as facções, melhorar a saúde e modernizar a gestão pública”, declarou.

Por fim, ao ser questionado sobre especulações envolvendo uma possível chapa majoritária com Ciro Gomes e Capitão Wagner, Roberto Cláudio disse se sentir honrado, mas reforçou que qualquer definição só ocorrerá durante as convenções partidárias.

Ciro pegou corda para ser candidato, diz aliado

Aliado de Ciro Gomes e de Roberto Cláudio, o deputado estadual Felipe Mota (União) reforçou a estratégia exposta pelo correligionário. Segundo ele, o tucano está com a disposição de “um menino para rodar o Ceará e conquistar o Palácio da Abolição”.

“Ele pegou corda, já pegou, está a mais de mil”, disse. “Ciro não está preocupado se será Camilo Santana o candidato, ou Elmano, ou qualquer outro. Nós vamos desenhar um projeto para o Estado do Ceará, independentemente de quem será o candidato, e aí o povo cearense vai escolher o que é melhor”, reforçou.

O parlamentar reafirmou que o plano da frente de oposição comandada pelo União Brasil e pelo PSDB é eleger entre dez e 11 deputados estaduais pelo tucanato, enquanto o União Brasil deve concentrar a maior parte das candidaturas competitivas à Câmara dos Deputados, com a meta de garantir entre cinco e seis cadeiras.

“Existe uma estratégia para vencer a eleição, mas também uma estratégia para governar. Eu estou muito preocupado com as duas”, concluiu.

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