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Lula fala em reforçar investimentos na Defesa e menciona risco de invasão

Presidente defendeu a diplomacia como caminho para a resolução de conflitos internacionais.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Lula durante a recepção ao presidente da África do Sul no Palácio do Planalto. Ambos estão acompanhados de assessores.
Legenda: As declarações ocorreram durante a recepção ao presidente da África do Sul.
Foto: Ricardo Stuckert / PR.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira (9), que o Brasil precisa ampliar os investimentos em Defesa para evitar riscos de invasão ao território nacional. A declaração ocorreu durante um encontro do petista com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em Brasília.

Na reunião, os dois líderes discutiram a ampliação da cooperação entre os países em áreas como comércio, turismo e defesa.

"Aqui na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz, aqui ninguém tem bomba nuclear, bomba atômica, aqui nossos drones são para tecnologia e não para guerra", disse Lula. 

"Se a gente não se preparar em questão de Defesa, alguém invade a gente. Isso é uma coisa que o Brasil tem necessidade similar à África do Sul (...) Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, nós poderemos produzir. O que precisa é nós nos convencermos que ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos"
Lula (PT)
Presidente do Brasil

Os presidentes também defenderam a diplomacia como caminho para a resolução de conflitos internacionais.

Risco de invasão

As declarações de Lula ocorrem em um contexto de alerta internacional com a postura adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante de líderes que ele considera como adversários. 

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No último dia 3 de janeiro, o norte-americano autorizou uma operação militar no território da Venezuela que resultou na captura do presidente do País, Nicolás Maduro, e da primeira-dama Cilia Flores. O venezuelano foi levado à Nova York sob acusação de narcotráfico e preso. 

Mais recentemente, em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel deflagraram um ataque coordenado que matou o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Desde então, as duas nações têm mantido o conflito, que já se espalhou pelo Oriente Médio em meio à reação do regime iraniano. 

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