Legislativo Judiciário Executivo

PF aponta que Ciro Nogueira teria recebido 'mesadas' de até R$ 500 mil de Vorcaro

Senador é investigado na 5ª fase da Operação Compliance Zero.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 10:35)
Pessoa sentada em uma cadeira, usando terno azul, camisa branca e gravata azul-clara, em ambiente interno com outras pessoas ao fundo.
Legenda: Ciro Nogueira é apontado por supostamente ter instrumentalizado "o exercício do mandato parlamentar" para favorecer Vorcaro.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

A Polícia Federal apontou, em investigações da 5ª fase da Operação Compliance Zero, que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu propinas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, incluindo pagamentos mensais que teriam chegado a quase R$ 500 mil.

Presidente nacional do PP, o senador virou alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira (7).

Além das propinas, a PF ainda revela que Ciro Nogueira teria instrumentalizado "o exercício do mandato parlamentar" para favorecer os interesses do banqueiro no Congresso Nacional. 

As diligências da operação foram autorizadas com decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, após o recolhimento de provas que estipulavam os repasses em cerca de R$ 300 mil. "Há relatos de que o montante teria evoluído para R$ 500 mil", informou a investigação.

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Outros detalhes ainda revelam que um imóvel de alto padrão foi disponibilizado por Vorcaro gratuitamente ao senador. Ele também teria custeado hospedagens, deslocamentos e outras despesas relacionadas a viagens internacionais de luxo. 

Ciro Nogueira também é investigado pela Polícia Federal no que diz respeito à aquisição de participação societária avaliada em cerca de R$ 13 milhões por apenas R$ 1 milhão. A quantia teria sido disponibilizada por Vorcaro.

"A narrativa policial enfatiza que os elementos colhidos demonstrariam a existência de um arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo, extrapolando relações de mera amizade", declarou a PF.

Diálogos obtidos pela investigação no celular do banqueiro já haviam mostrado ordens de pagamento destinadas a uma pessoa identificada como "Ciro". Em março, Ciro negou qualquer proximidade com Vorcaro.

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