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Lula e Putin conversam sobre Venezuela após invasão dos Estados Unidos

Os líderes debateram o cenário político, assim como a prisão do presidente Nicolás Maduro.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Imagem de Lula e Putin para uma matéria sobre Venezuela e invasão dos Estados Unidos.
Legenda: Os líderes debateram a situação política da Venezuela.
Foto: AFP/POOL/Maxim Shemetov.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entrou em contato com Vladimir Putin, da Rússia, para debater sobre o cenário da Venezuela. No dia 3 de janeiro, os Estados Unidos invadiram o território venezuelano e prenderam o presidente Nicolás Maduro. 

Após essa intervenção na política externa mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que a operação militar estadunidense pode piorar ainda mais a situação dos direitos humanos no país latino-americano. 

Em meio a esse cenário, o Kremlin informou que Brasil e Rússia buscam meios para reduzir essa tensão na América Latina. "(Ambos) concordaram em continuar coordenando esforços, inclusive no âmbito da ONU e por meio do BRICS, para reduzir a tensão na América Latina e em outras regiões", detalhou a Rússia, em nota. 

"(Os presidentes) enfatizaram as abordagens fundamentais compartilhadas pela Rússia e pelo Brasil em relação à garantia da soberania estatal e dos interesses nacionais da República Bolivariana".
Rússia
Nota oficial

Além disso, os líderes discutiram detalhes da cooperação bilateral entre os países, no contexto das negociações para próxima reunião da Comissão de Alto Nível Rússia-Brasil. O encontro está previsto para fevereiro deste ano. 

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Ainda que o governo de Maduro fosse criticado por condutas sociais e políticas, a invasão dos Estados Unidos causou grande repercussão. Isso porque muitos países, incluindo o Brasil e a Rússia, consideram a medida como um ataque à soberania e a independência do país.

Lula e Putin apontaram a invasão como uma violação do direito internacional. Em nota, Rússia condenou o "ato de agressão armada". As Nações Unidas também consideraram a presença dos Estados Unidos como uma violação de "um princípio fundamental do direito internacional". 

O porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, condenou os ataques. Conforme o Uol, ele considerou que isso envia um sinal de que "poderosos" podem fazer o que quiserem.

"Nenhum Estado deve ameaçar ou usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de outro Estado", declarou, na época do ataque. 

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