Trump publica montagem em que aparece como ‘presidente interino da Venezuela’

Imagem simula pesquisa na Wikipedia.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 09:13)
Em montagem que lembra layout da Wikipedia, Trump aparece como ‘presidente interino’ da Venezuela.
Legenda: Em montagem que lembra layout da Wikipedia, Trump aparece como ‘presidente interino’ da Venezuela.
Foto: Andrew Caballero-Reynolds/ AFP/ Reprodução/ TruthSocial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nas redes sociais, no domingo (11), uma montagem do perfil dele na Wikipedia em que aparece como “presidente interino da Venezuela”.

A postagem ocorreu uma semana após forças norte-americanas capturarem o venezuelano Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores, sob acusações relacionadas ao narcoterrorismo.

A imagem publicada por Trump ampliou as incertezas sobre quem exerce o poder na Venezuela. Após a captura de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina.

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Paralelamente, setores da oposição defendem que Edmundo González Urrutia, candidato que reivindica vitória na eleição presidencial de 2024, assuma o comando do país.

Nesse contexto, Trump anunciou que um grupo de autoridades norte-americanas ficará responsável por administrar Caracas e afirmou estar pressionando o governo venezuelano a cooperar. Na sexta-feira (9), o republicano declarou que estava “trabalhando bem” com Delcy e afirmou que, no momento, o governo venezuelano “parece ser um aliado”.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, apresentou um plano dividido em três fases para a Venezuela: estabilização, recuperação e transição de poder. Apesar de anunciado, o plano ainda não tem data para começar, o que coincide com a declaração de Trump de que não haverá novas eleições no país nos próximos 30 dias.

Intervenção na Venezuela

A captura de Maduro e de Cilia Flores ocorreu em 3 de janeiro, após quatro meses de tensão militar entre Venezuela e Estados Unidos. Segundo o governo norte-americano, a ação foi precedida por uma operação naval iniciada em setembro do ano passado, voltada ao combate ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico, próximo às costas da Venezuela e da Colômbia. Washington acusa o líder chavista de envolvimento com organizações que transportariam drogas para os Estados Unidos.

Maduro foi apresentado à Justiça em 5 de janeiro e acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse desses armamentos contra os Estados Unidos. Ele se declarou inocente.

Um dia após a apresentação de Maduro à Justiça, o governo dos Estados Unidos recuou da acusação de que ele lideraria uma organização criminosa denominada “Cartel de los Soles”. A administração passou a afirmar que o termo não se refere a um cartel formal, mas a um sistema de patronagem e a uma cultura de corrupção dentro do Estado venezuelano, associada a recursos do narcotráfico.

Atualmente, Trump pressiona o governo venezuelano a cooperar com os Estados Unidos, que passarão a controlar as vendas de petróleo do país. Ao mesmo tempo, o Senado norte-americano aprovou uma resolução que impede o presidente de autorizar novas ações militares contra a Venezuela sem aval prévio do Congresso.

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