Para eleger maior bancada da Alece, deputados do PT querem evitar perder nomes na janela
Presidente da sigla no Estado, Antônio Conin prega diálogo com aliados enquanto Elmano trata do assunto com Cid Gomes.
Em meio às conversas do governador Elmano de Freitas (PT) com o senador Cid Gomes (PSB) para resolver impasses entre PT e PSB na montagem das chapas proporcionais, deputados estaduais petistas fizeram uma reunião reservada para discutir com o comando do partido os pontos sensível da disputa. Os parlamentares estão procupados em manter nomes para vencer a batalha com o PSB para fazer a maior bancada da Casa.
No encontro com o presidente estadual do PT, Antônio Filho, o Conin, os parlamentares reforçaram a meta de eleger entre 13 e 14 deputados estaduais. O objetivo é ambicioso e tem peso estratégico: fazer a maior bancada da Casa, em uma disputa justamente com o PSB, hoje um dos principais aliados do governo.
Receio com saídas e efeito na chapa
O ambiente, porém, é de cautela. O maior temor entre os petistas é a possibilidade de perdas que enfraqueçam a chapa. Nos bastidores, os nomes das deputadas Larissa Gaspar e Juliana Lucena aparecem entre os mais citados quando o assunto é eventual saída do partido.
A preocupação é eleitoral. Em uma disputa proporcional, manter quadros competitivos é decisivo para sustentar a força da chapa. Qualquer baixa, neste momento, teria impacto direto no projeto do PT de converter o peso do governo em maior presença no Legislativo estadual.
Outro nome citado pelos parlamentares do PT é o de Tainah Aldigueri, esposa do presidente da Alece, Romeu Aldigueri. Filiada ao partido, ela é um nome com potencial de votos que pode migar para o PSB, após tratativas com Cid Gomes. Romeu, de acordo com as tratativas atuais, será candidato a deputado federal. A esposa iria para estadual.
Deputados do PT consideram como uma perda considerável para a chapa.
Veja também
Presidente evita polêmicas
Conin defendeu os interesses dos aliados, mas o partido evita avançar publicamente em cobranças ou tensionamentos enquanto Elmano conduz as negociações com Cid. A avaliação interna é de que movimentos precipitados podem atrapalhar não apenas o fechamento das chapas proporcionais, mas também o delicado equilíbrio da futura composição majoritária da base.
Até que os dois líderes concluam essa etapa das tratativas, o PT deve permanecer em compasso de espera. Nos bastidores, a prioridade é segurar a tropa. Em contato com esta Coluna, o presidente relutou a antecipar decisões e disse que o partido segue dialogando com o PSB e os outros aliados.