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Capitão Wagner desiste de três processos judiciais contra Ciro Gomes: 'Não faz mais sentido'

Ciro disse, nesta quarta-feira (5), que atacava Capitão Wagner por "solidariedade cega" ao irmão Cid Gomes.

Escrito por
Igor Cavalcante, Beatriz Matos e Flávia Rabelo producaodiario@svm.com.br
Capitão Wagner, de camisa social branca, concede entrevista. Ao fundo, uma cortina preta.
Legenda: Capitão Wagner e Ciro eram adversários históricos, mas agora integram o mesmo grupo oposicionista.
Foto: Ismael Soares.

O presidente do União Brasil no Ceará, Capitão Wagner, desistiu de três processos que movia contra o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), seu ex-adversário e atual aliado. Pouco antes do anúncio do dirigente partidário, o tucano havia feito elogios públicos a Wagner, destacando que os ataques que fez a ele ocorreram por “solidariedade cega” ao irmão, Cid Gomes (PSB).

Os afagos recíprocos ocorreram na tarde desta quarta-feira (5), durante o ato de filiação do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, ao União Brasil. 

“Em nenhum momento eu imaginei, e aqui eu falo publicamente, que o Ciro fosse ter a humildade de reconhecer que em algum momento ele errou contra mim, como eu errei também em relação a ele”, disse Wagner.

“Eu tinha três processos contra o Ciro, tirei os processos. Não faz mais sentido eu estar processando o Ciro por uma fala que ele fez, que agora ele reconhece que foi equivocada para aquele momento. Não tem sentido qualquer que esses processos possam continuar”
Capitão Wagner
Presidente do União Brasil no Ceará

Ciro e Wagner fazem as pazes também na justiça

Entre as disputas judiciais entre Ciro e Wagner, a maioria envolve acusações do tucano de que Wagner teria liderado o motim dos agentes da Segurança Pública do Ceará em 2012 e 2020 e de que seria “miliciano”. 

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Em 2022, por exemplo, o ex-governador foi condenado a pagar R$ 40 mil em danos morais ao então adversário por se referir a ele como “canalha” e “miliciano” em duas ocasiões. 

Em outra situação, Ciro acusou Wagner de “estar por trás do motim” e de usar dinheiro público para “financiar a estrutura de bandidos que estão ao redor dele”.

“Solidariedade cega”

Até o ano passado, Ciro e Wagner eram adversários ferrenhos. A partir de 2010, o hoje dirigente do União Brasil ganhou projeção como representante das forças de segurança do Estado e como um dos principais opositores do então governador, Cid Gomes.

Segundo Ciro, esse posicionamento político o fez atacar Wagner, postura que, atualmente, o ex-governador considera como equivocada.

“Eu, menos por ele e mais por solidariedade cega ao meu irmão, lembro, com certo riso, o que já foi com muita amargura até recentemente, eu não queria nem saber quem era o Capitão Wagner, só queria saber de atacar o Capitão Wagner porque ele era adversário agressivo do meu irmão”
Ciro Gomes
Presidente do PSDB Ceará

O tucano afirmou ainda se sentir “privilegiado” pela reaproximação com o ex-adversário e por ter conhecido melhor suas “virtudes”.

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