Legislativo Judiciário Executivo

Moraes anula sindicância do CFM sobre atendimento médico de Bolsonaro na prisão

Ex-presidente caiu na cela onde cumpre pena, e foi ao hospital para fazer exames.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Autoridade judicial sentada à bancada durante uma sessão formal, vestindo toga sobre terno e gravata, falando ao microfone em um ambiente institucional com mesa de madeira e cadeira estofada ao fundo, em contexto de julgamento ou audiência. A autoridade em questão é Alexandre de Moraes.
Legenda: Moraes decretou que exames de Bolsonaro sejam enviados ao STF.
Foto: Rosinei Coutinho/STF.

O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta quarta-feira (7) a nulidade da decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) de instaurar uma sindicância para apurar o atendimento médico prestado a Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde ele está preso. O órgão havia pedido a investigação após o ex-presidente passar mal e cair nessa terça-feira (6),

Moraes disse que o pedido do CFM mostra a "ilegalidade" e a "ausência da competência correicional" do órgão em relação à PF. A ação demonstra "claramente o desvio de finalidade da determinação, além da total ignorância dos fatos", segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Foi decretado ainda por Moraes ainda que a PF colha em até 10 dias o depoimento de José Hiran da Silva Gallo, presidente do CFM. 

Segundo o CFM publicou nesta quarta, denúncias "expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente". A nota do CFM diz ainda que "declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira". 

Entretanto, conforme Moraes, "não houve, portanto, qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou correta e competentemente, conforme, inclusive, corroborado pelos exames médicos realizados no custodiado na data de hoje, no Hospital DF Star, que não apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia anterior".

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Bolsonaro passou por exames 

Nesta quarta-feira, Bolsonaro saiu da sede da PF, onde cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de estado, para realizar exames no Hospital DF Star, após ter sofrido uma queda. Ele fez uma tomografia do crânio, uma ressonância magnética também do crânio e um eletroencefalograma. 

Após a queda sofrida no dia anterior, um lado da PF atestou que ele teve uma "lesão superficial cortante" no rosto e no pé esquerdo. 

Os exames realizados fora da prisão deverão ser encaminhados ao STF em até 24 horas, conforme a decisão de Alexandre de Moraes. 

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