Materiais de construção crescem 38,9% e elevam vendas do varejo no CE pelo 2º mês consecutivo

De acordo com o IBGE, o comércio varejista ampliado, responsável pela venda de veículos e materiais de construção apresentou crescimento de 9,5% em agosto, o maior resultado já visto para o mês desde o início da série histórica

Legenda: O comércio varejista ampliado corresponde a comercialização de veículos, motos, partes de peças e materiais de construção
Foto: THIAGO GASPAR

A venda dos materiais de construção registrou o segundo mês de crescimento consecutivo no Ceará, segundo aponta a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Os meses de julho e agosto apontaram elevação de 23,6% e 38,9% nas vendas dos materiais, respectivamente. O crescimento do setor contribuiu para a alta de 9,5% nas vendas do comércio varejista ampliado, que atingiu o maior resultado para o mês de agosto desde o início da série histórica. A pesquisa foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8)

O comércio varejista ampliado corresponde a comercialização de veículos, motos, partes de peças e materiais de construção. De acordo com o IBGE, o índice do Estado foi o 4º maior do país no mês, ficando atrás apenas do Piauí (20,2%), Acre (12,6%) e Sergipe (9,6%). Já entre os estados do Nordeste, o Ceará teve o segundo melhor desempenho do mês.

Confira os 10 primeiros no ranking por estado:

1. Piauí: 20,2%
2. Acre: 12,6%
3. Sergipe: 9,6%
4. Ceará: 9,5%
5. Mato Grosso: 9,4%
6. Rondônia: 7,7%
7. Alagoas: 7,6%
8.Bahia: 7,2%
9. Espírito Santo: 6,5%
10: Goiás: 6,2%

Desempenho

A pesquisa revela que o resultado de agosto deste ano, o Ceará, também registrou o quinto maior desempenho da série histórica, contabilizada desde 2004, em relação a todos os meses e anos. Até o momento, o maior resultado foi o analisado em junho deste ano, quando a pesquisa registrou um crescimento de 36,5% nas vendas do comércio varejista ampliado. Logo em seguida estão: junho de 2020 (36,5%), junho de 2012 (14,7%), julho de 2020 (14,6%), março de 2010 (11,1%) e agosto de 2020 ( 9,5%)

Apesar das perspectivas positivas, de janeiro a agosto, o Estado acumula uma variação negativa de 10,4%, e nos últimos 12 meses, uma queda de 5,7%.

Veja os resultados mês a mês:

  • Janeiro: 2,2%
  • Fevereiro: -1,7%
  • Março: -17,1%
  • Abril: -22,8%
  • Maio: 2,7%
  • Junho: 36,5%
  • Julho: 14,6%
  • Agosto: 9,5%

Outros segmentos

De acordo com o IBGE, as vendas do varejo em geral registraram um avanço de 7,9% em agosto sobre o mês anterior. O crescimento de julho já foi de 9,1% sobre junho. O resultado teve maior influência das vendas dos materiais para escritório, informática e comunicação, que apresentaram um crescimento de 31,7%.

Outros segmentos que também contribuíram foram: artigos de uso pessoal e doméstico (18,1%), móveis e eletrodomésticos (10,5%), hipermercados e supermercados (7 9,5%), produtos alimentícios, bebidas e fumo (8,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (8%) e tecidos, vestuário e calçado (6,7%). 

Receita Nominal

Com o resultado de agosto, o varejo ampliado apresentou um avanço na receita nominal de 10,2 % sobre julho, que já havia apresentado avanço de 14,2% sobre junho. No ano, os valores ainda acumulam quedas de 6,6% e nos últimos 12 meses um recuo de 2,4%. Já no varejo normal (sem veículos e material de construção), em agosto, a receita nominal registrou um crescimento de 7,9% e no acumulado de janeiro a agosto, perdas de 7%.

 

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