Instalação de placas solares deve economizar R$ 42 mi em 20 anos

Lançamento do novo Procedimento de Manifestação de Interesse, pela Prefeitura de Fortaleza, engloba 156 prédios públicos da Capital. Expectativa é redução no consumo de energia de cerca de 20% por ano

Legenda: Escolas públicas e postos de saúde serão os primeiros contemplados com energia solar

Após lançar editais para a implantação de plantas de geração distribuída em prédios das áreas de educação e saúde, a Prefeitura de Fortaleza publicou, ontem (21), um novo Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), voltado agora para a instalação de placas solares em 156 prédios públicos. Segundo o prefeito Roberto Cláudio, a expectativa é de que a medida gere uma economia superior a R$ 2 milhões por ano. "É uma economia de R$ 42 milhões em 20 anos, e essa economia tem impacto prático no investimento", disse o prefeito.

Com esses 156 prédios públicos, a Prefeitura gasta anualmente R$ 11,5 milhões com energia elétrica e a expectativa é de uma redução em torno de 20% desse valor. "Ao longo deste ano, teremos a implantação de pequenas plantas de geração em prédios da educação, saúde e outros. A ideia é que cada prédio contribua com a eficiência energética. Vamos economizar para investir naquilo que mais interessa", disse o prefeito.

O edital voltado para projetos que permitam a redução de custos com energia será lançado na próxima terça-feira (25) pela Prefeitura. O prazo para as interessadas se apresentarem vai até 15 de julho, e o prazo para a entrega do projeto termina em 15 de outubro. O valor máximo do estudo é de R$ 1,483 milhão, a ser pago pelo vencedor do edital de licitação.

Segundo Rodrigo Nogueira, coordenador de fomento às Parcerias Público-Privada (PPPs) da Prefeitura, as licitações para instalação de sistemas de geração distribuída devem sair no início do próximo ano. "Vamos ver a viabilidade de cada prédio, mas os estudos até o momento têm apontado para o uso de energia solar", disse Nogueira. Ele destaca que a medida irá ajudar a Prefeitura a conter os crescentes gastos com energia. Com a adoção desses equipamentos e o uso da geração distribuída, o Executivo Municipal espera chegar a uma economia de 50% nos próximos anos.

Saúde e educação

Hoje, a conta de energia dos equipamentos da Secretaria de Educação, como creches e escolas, chega a R$ 14 milhões por ano, e a Prefeitura espera gerar uma economia de 16%. Já os equipamentos da Secretaria da Saúde, como hospitais e postos de saúde, consomem R$ 14,4 milhões por ano com energia, e a estimativa é de uma economia de 6,5% com essa despesa.

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